Saúde
A morte do deputado estadual Alan Sanches, aos 58 anos, vítima de um infarto fulminante no último sábado (17), levantou uma pergunta que se repete sempre que casos como esse vêm à tona: esse tipo de infarto dá sinais ou acontece de forma totalmente inesperada?
O infarto fulminante é aquele que leva à morte em pouco tempo, muitas vezes antes mesmo de o paciente conseguir chegar a um hospital. Ele costuma estar associado a uma obstrução total de uma artéria coronária, provocando uma parada súbita das funções do coração, geralmente por arritmia grave.
Apesar de ser chamado de "fulminante" por evoluir de forma extremamente rápida e letal, o infarto raramente surge sem qualquer aviso do organismo. No entanto, não existe exame capaz de prever exatamente quando um infarto vai acontecer.
Esse termo se refere à velocidade da evolução, e não a ausência completa de sinais prévios. Segundo o cardiologista André Rodrigues Durães, pesquisador da Universidade Federal da Bahia (Ufba), fatores de risco são determinantes na probabilidade de um evento cardíaco, mas podem ser monitorados.
O controle médico regular, com exames e acompanhamento das condições crônicas, ajuda a reduzir as chances de um infarto, mesmo que não exista uma forma de prever exatamente quando ele vai ocorrer", afirmou.
De acordo com especialistas, muitos pacientes apresentam sintomas dias ou até semanas antes do evento fatal, mas acabam ignorando ou confundindo com problemas menos graves. Entre os sinais mais comuns estão:
O problema, segundo os médicos, é que nem sempre há dor intensa, como se imagina popularmente. Em muitos casos, os sintomas são leves, intermitentes e passam despercebidos.
Há situações em que o infarto realmente parece "silencioso". Nesses casos, os sinais são tão sutis que o paciente não percebe — ou só descobre depois, por meio de exames. Isso é mais comum em pessoas com diabetes, hipertensão ou histórico cardíaco, que podem ter a sensibilidade à dor alterada.
Ainda assim, especialistas reforçam que quase sempre existem fatores de risco conhecidos, como colesterol alto, tabagismo, sedentarismo e histórico familiar, que indicam maior vulnerabilidade.
A morte de Alan Sanches, que era médico e atuava ativamente na política baiana, reforça um ponto central destacado pelos cardiologistas: não se deve esperar um colapso para procurar ajuda.
Qualquer sintoma persistente ou fora do padrão deve ser investigado. A recomendação é clara: ao menor sinal suspeito, procure atendimento médico imediatamente. No caso do infarto, tempo é vida.
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