Saúde
Publicado em 10/10/2024, às 21h31 Carolina Papa e Letícia Rastelly
As Instituições Filantrópicas da Bahia e do Ceará têm uma realidade muito parecida em diversos aspectos, incluindo o financeiro, onde ainda é necessário um maior investimento. Com tanta similaridade, as gestões das Federações das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas de ambos estados resolveram promover, juntas, o VI Fórum de Saúde e Benchmarking, que já fazia parte do calendário fixo das instituições, mas, até então, aconteciam separadamente.
“Esse ano nós inovamos com uma edição especial, trazendo a Federação do Estado do Ceará para fazermos a realização desse evento aqui na Bahia, juntos. É um evento que tem como tema central escolhido exatamente pelas duas federações; a inteligência artificial na gestão de saúde, o que demonstra que a Federação da Bahia e a Federação do Ceará prezam pela qualidade da assistência”, garantiu Dora Nunes, presidente da Federação Baiana.
O evento, que ocorre entre esta quinta (10) e sexta-feira (11), no Hotel Fiesta, em Salvador, reúne 41 cases de sucesso, como explica a gestora: “As experiências, que são uma parte do benchmarking, onde as instituições apresentam cases de sucesso das suas instituições, são uma demonstração de que elas têm muito que aprender umas com as outras e trocar experiências e replicar esses cases em outras unidades pelo Brasil afora”, detalhou a presidente.
“Essa interação é muito importante pra gente, tanto pra Bahia, como pro Ceará, porque mostra muitas dores dos hospitais filantrópicos, não só aqui como no Ceará, são muito parecidos, que é o custo muito elevado, o financiamento baixo, os recursos escassos, e aqui com esse evento a gente tá tentando minimizar esses custos, aumentando a inteligência artificial, usando a inteligência artificial nos nossos processos, então acho que é de suma importância, e essa interação, Bahia e Ceará, eu acho que vai evoluir bastante, inclusive pra gente fazer juntar essa interação pra todo mundo”, analisou Vinícius Linhares, presidente da Federação das Entidades dos Militares Estaduais da Bahia (Femeb), que também participa do Fórum.
Dora também pontuou que esse evento é importantíssimo para a “afirmação setor filantrópico como a maior rede hospitalar do país” e enfatizou a participação de autoridades que atuam diretamente para as ações dessas instituições, a partir do SUS, na mesa de abertura oficial do evento. Exemplos dessas autoridades são os deputados Zé Neto e Antônio Brito que conversaram com o BNews.
“Sou um grande entusiasta da filantropia. Na saúde, a gente precisa muito da média complexidade, e a filantropia oferta muito; oferece inclusive para a atenção básica de saúde a média complexidade e talvez, no SUS, talvez seja quem mais ofereça esses serviços. Eu sou um entusiasta de que a gente tenha um fortalecimento da filantropia, que a gente valorize a filantropia, pois é muito importante para o atendimento do SUS em todo o país, principalmente nesse momento em que a gente precisa de muito atendimento ambulatorial” analisou Zé Neto.
Antônio Brito também ressaltou a necessidade de valorização das Santas Casas. “Eu tenho orgulho de presidir a Frente Parlamentar em apoio as Santas Casas e estar articulando com todos esses hospitais. Eu acho que o maior problema, que a gente começa agora a ver a solução, é a questão do financiamento, com o projeto de nossa autoria, que permitiu que anualmente as Santas Casas tenham reajuste pelo IPCA, dos seus contratos com o Governo e com a Prefeitura. A gente começa a ver uma luz no fim do túnel para os próximos anos”, projeta o deputado.
O tema que reunirá as discussões no Fórum é o uso da Inteligência Artificial, que tem relação direta com a medicina, mas também com a gestão dos hospitais, como explica Mirócoles Veras, presidente da Confederação das Santas Casas de Misericórdia (CMB). “Hoje, a inteligência artificial já está beneficiando em diagnóstico, está beneficiando as nossas entidades, as nossas casas, está beneficiando no nosso processo de gestão, e com isso, diminuindo os custos para nossas entidades. Já que nós somos subfinanciados pelos recursos do SUS, é muito importante essa distribuição”.
Mirócoles também explica melhor a questão do subfinanciamento: “É um discurso antigo, hoje já é conhecido pelo Poder Público, pelo Executivo e também pelo Judiciário. Hoje, o financiamento do Sistema Único Saúde não é único, existe uma defasagem muito grande na tabela do SUS, existe alguns estados que têm o subfinanciamento, como São Paulo, que tem uma tabela própria, e o Estado do Ceará não tem, o Estado da Bahia não tem. Então, o fornecedor, como o prestador de serviço do sistema de saúde, recebe um valor, por exemplo, de um parto em São Paulo, que é R$2.720,00, e o parto em outros capitais, em outros estados, em outros hospitais é R$420,00”, exemplificou o presidente da CMB.
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