Saúde

Jovem tem 5 AVCs após lesão no pescoço; entenda o caso

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A jovem precisou reaprender a andar e mudar totalmente sua rotina  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 19/11/2025, às 17h36



Imagine que uma dor no pescoço se transforme em algo mais grave? Isso foi que aconteceu com a norte-americana Haley Schoen, de 30 anos. A jovem precisou reaprender a andar e mudar totalmente sua rotina depois de ter cinco AVCs por conta de uma lesão no pescoço.

Como aconteceu

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A história começa em janeiro de 2019, quando a jovem tinha 25 anos. Após subir a parede várias vezes em uma atividade de escalada indoor com amigos, ele soltou o corpo para cair no piso acolchoado, uma prática comum. O impacto que inicialmente parecia leve, deixou um incômodo no pescoço que, dias seguintes, se tornou algo ainda mais bizarro.

Um colega contou que ela estava andando torta e a dor, que era pequena, passou a chamar mais a atenção. Apesar disso, Haley seguiu a rotina até notar que o desconforto não diminuía. Ela foi ao pronto atendimento, recebeu relaxantes musculares e uma injeção de esteroides, mas não melhorou.

Diagnóstico 

A jovem decidiu procurar um quiroprata, profissional de saúde que trata desequilíbrios no sistema musculoesquelético. Depois de três sessões de manipulação cervical, ela sentiu uma forte pressão seguida de calor e formigamento na base do pescoço, algo que nunca tinha sentido antes. Mesmo assim, voltou para casa e tentou seguir a vida. 

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Os dias seguintes tornaram-se ainda mais bizarros, no qual ela confundia palavras, perdeu parte da percepção de profundidade e teve episódios de apagão e choro sem entender o motivo.

Um dos dedos dos pés ficou completamente dormente e, tomada pela dor e pelo descontrole emocional, viu que precisava de ajuda urgente.

No hospital, exames mostraram uma dissecção bilateral da artéria vertebral, ruptura das artérias que passam pela parte posterior do pescoço. A lesão provocou quatro AVCs e, ainda internada, Haley sofreu o quinto derrame.

Tratamento

A jovem precisou reaprender a andar e ficou sob cuidado constante de enfermeiras, recebendo anticoagulantes de alta potência.

Após ter alta, ela descobriu que não poderia voltar ao trabalho nem dirigir por causa do risco neurológico. Haley perdeu o apartamento e deixou a Califórnia para viver com familiares no Missouri enquanto tentava reorganizar a vida.

De acordo com os médicos, a combinação entre o salto na parede de escalada e as manobras no pescoço pode ter contribuído para a ruptura das artérias. “Nunca imaginei que algo tão simples pudesse causar tanto dano”, disse ela em entrevista ao The Sun.

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