Saúde
por Gabriel Santana
Publicado em 10/10/2025, às 17h35
Quase 60% das pessoas hipertensas no Brasil não seguem tratamento de pressão alta à risca como recomendado pelos médicos. Os dados são de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), publicado em 2024, no International Journal of Cardiovascular Sciences.
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O estudo recebeu o Prêmio de Publicação Científica, durante o 80º Congresso Brasileiro de Cardiologia, em setembro deste ano. O grupo analisado foi composto por 2.578 homens e mulheres hipertensos, maiores de idade, acompanhados durante quatro semanas, em 49 clínicas de todas as regiões do Brasil e diagnosticados com hipertensão arterial.
Para os especialistas do estudo, os pacientes negros ou miscigenados podem ter mais dificuldades de seguir o tratamento indicado pelos médicos por questões socioeconômicas, como baixa escolaridade, salários e dificuldades no acesso à saúde. A região Nordeste é a região do Brasil que menos segue os tratamentos à risca.
As pessoas passaram por avaliação inicial. Foram registradas duas medições da pressão igual ou maior a 14 por 9. Além de mostrar histórico médico e familiar, dados pessoais, medicações ingeridas nos últimos 30 dias, exames de laboratório, monitoramento da pressão em movimento (holter), eletrocardiograma dos últimos seis meses e exames de 2024.
De acordo com o portal Uol, logo após a avaliação inicial, as pessoas precisaram responder um questionamento com quatro perguntas.
A conclusão, encontrada pelo estudo, constatou que os idosos e pacientes negros ou miscigenados seguem menos o tratamento. Cerca de 56,71% dos pacientes hipertensos estudados tinham idade igual ou maior do que 65 anos. Mas, deste número, 48,11% tinham média aderência e outros 59,74% não tomavam medicamentos como é indicado.
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