Saúde
por Natane Ramos
Publicado em 23/07/2025, às 20h09
Durante o programa "Se Liga Bocão" (Baiana FM 89,3), apresentado por Zé Eduardo e Rafael Albuquerque, a Dra. Marina Cabral, endocrinologista e metabologista pela USP-SP, refletiu sobre uma importante temática: a alimentação saudável para pessoas em situação de vulnerabilidade.
Na entrevista, a especialista explicou o risco de alimentos ricos em açúcar, destacando como eles acabam sendo os mais escolhidos na alimentação do dia a dia, pela suposta praticidade, que pode afetar gravemente a saúde.
"A gente sabe que hoje em dia, alimentos que são ricos em açúcar, ou são ricos em açúcar adicionado, trazem muitos malefícios para a nossa saúde. E não é só para o diabético, que sabe que tem que ter cuidado com açúcar no sangue. Indivíduos sem diabetes podem enfrentar problemas com esses alimentos ricos em açúcar, até relacionado ao ganho de peso, gordura no fígado e alguns tipos de câncer, que a gente sabe que estão associados a essas dietas de alimentos ultraprocessados e com alto teor de açúcar adicionado", relatou.
A Dra. Marina ressalta que o preferível são alimentos mais ligados ao natural. "São mais expostos a alimentos industrializados, processados... A gente fala muito, hoje em dia, de desertos alimentares, que são localidades que não têm amplo acesso a alimentos in natura: vegetais, frutas. Se a gente puder dar um conselho amplo à população, é tentar descascar mais e embalar menos, e acho que essa é uma máxima que a gente já pode colocar em prática. Será que eu preciso comer um alimento que vem de uma latinha? É muito melhor ir por uma opção mais natural", comentou.
Merenda nas escolas públicas
Entendendo que as escolas públicas abrigam crianças de diversas realidades, entre elas muitas que contam com a merenda escolar como forma de sobrevivência, a especialista destaca a necessidade de uma preocupação melhor na alimentação infantil nas redes de ensino.
"É uma situação complicada, aqueles sucos de sachê, aquilo ali é riquíssimo em açúcar, e às vezes é o que tem. Para a gente falar lá na frente de obesidade e diabetes com situações que acometem muito o brasileiro, a gente tem que falar do básico que é a alimentação. Então, o poder público tem que ser mais enfático nessa questão do fornecimento de merenda de qualidade", finalizou a doutora.
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