Saúde
Publicado em 12/07/2024, às 21h29 Gabriela Araújo
O médico James Hamblin, especializado em medicina preventiva e professor na Escola de Saúde Pública da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, chocou amigos e familiares ao decidir, em 2015, que iria parar de tomar banho. A decisão inusitada foi fundamental para que ele atingisse o objetivo de investigar os efeitos da higiene mínima na saúde da pele e no bem-estar geral.
"Eu me sinto perfeitamente bem. Você se acostuma. Eu me sinto normal", afirmou Hamblin.
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O foco do profissional, que passou a utilizar sabão apenas para lavar as mãos, foi permitir que o corpo atingisse um equilíbrio natural com os óleos e micróbios presentes na pele. Em 2020, James lançou o livro Clean: The New Science of Skin and the Beauty of Doing Less (Limpo: a nova ciência da pele e a beleza de fazer menos, em tradução livre), onde detalhou os cinco anos iniciais da sua experiência.
Na publicação, ele descreveu como sua pele parou de ficar oleosa, alcançando um equilíbrio natural ao evitar sabonetes fortes. Segundo Hamblin, esse estado é alcançado quando se permite que o microbioma cutâneo floresça sem interrupções químicas.
Hamblin defende a ideia de que o odor corporal não é necessariamente um indicador de sujeira, mas sim de desequilíbrio microbiano. De acordo com ele, o odor é produzido por bactérias que se alimentam de secreções oleosas do suor e das glândulas sebáceas e, quando produtos de higiene são aplicados, o equilíbrio natural desses micróbios é alterado, favorecendo aqueles que geram odores desagradáveis.
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