Saúde

MP-BA abre investigação contra clínica oftalmológica interditada em Salvador após pacientes perderem a visão

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Clínica Clivan não tinha autorização para realizar mutirão de cirurgias que fez pacientes perderem a visão  |   Bnews - Divulgação Reprodução / TV Bahia
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 26/03/2026, às 14h25



A crise sanitária envolvendo a clínica oftalmológica Clivan, em Salvador, ganhou um novo capítulo nesta semana. O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) decidiu abrir um inquérito civil, na última segunda-feira (23), para apurar o que levou pacientes a sofrerem complicações graves após um mutirão de cirurgias de catarata na capital baiana.

Com prazo para conclusão até abril de 2027, o foco das investigações está em falhas e possível infecção após cirurgias. De acordo com o MP, serão analisados possíveis problemas no funcionamento da clínica e, principalmente, na segurança dos atendimentos prestados.

O ponto central é o que aconteceu no dia 26 de fevereiro, quando pacientes operados em um mutirão começaram a apresentar complicações. Uma das suspeitas é de endoftalmite, uma infecção ocular grave que pode causar perda total da visão. Além disso, o órgão também vai acompanhar quais medidas estão sendo tomadas pelos responsáveis e pelas autoridades de saúde.

O caso veio à tona depois que pacientes começaram a relatar problemas após as cirurgias. Ao todo, 26 pessoas passaram pelos procedimentos no mesmo dia. Pelo menos 11 delas perderam a visão de um dos olhos. Nos casos mais graves, houve infecção severa, com necessidade de procedimentos delicados, como a retirada do conteúdo interno do olho.

Também há relatos de complicações mais sérias, o que aumentou ainda mais a preocupação das autoridades. Depois da repercussão, a Secretaria Municipal da Saúde de Salvador (SMS) interditou a unidade no dia 2 de março. O contrato da unidade com a Prefeitura de Salvador também foi suspenso.

Durante as inspeções, foram encontrados indícios de irregularidades. Um dos pontos mais graves é que o mutirão não tinha autorização do município para acontecer. A clínica teve o alvará suspenso e passou a responder a um processo administrativo aberto pela SMS.

O BNews não conseguiu contato com a Clínica Clivan. O espaço segue aberto e a matéria será atualizada em caso de eventual posicionamento futuro.

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