Saúde

Nova pílula pode queimar gordura em repouso sem sobrecarregar coração, diz estudo

Ilustrativa / FreePik
A pílula, em termo experimental, estimula músculos e estudo inicial de segurança em humanos já foi realizado  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa / FreePik
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 02/01/2026, às 10h29



Um novo medicamento em formato de pílula pode ajudar a queimar a gordura mesmo com o corpo em repouso, sem perder massa muscular nem sobrecarregar o coração e que pode ser um avanço no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.

Clique aqui e inscreva-se no canal do Bnews no YouTube.

O comprimido já foi testado em animais e em um estudo inicial com humanos. De acordo com o g1, os resultados foram publicados na revista científica Cell e o medicamento auxiliou no aumento do gasto de energia e melhorou o controle da glicose sem sobrecarregar o órgão.

A nova classe de remédios foi feita para agir de forma mais seletiva nos músculos, evitando efeitos colaterais que costumam limitar terapias semelhantes. A razão da diferença está na proteína GK2, que ativa um caminho alternativo e estimula o músculo a captar glicose e gastar mais energia, inclusive em repouso, sem acionar os sinais ligados aos efeitos cardiovasculares.

Confira o modo de atuação no organismo

  • age sobre o receptor beta-2 adrenérgico, uma espécie de interruptor presente em células do músculo, coração e outros tecidos do corpo;
  • aumenta a captação de glicose pelos músculos, mesmo sem depender da insulina;
  • eleva o gasto energético e reduz gordura corporal;
  • não estimula excessivamente o coração, evitando taquicardia e lesões cardíacas;
  • preserva a massa muscular, um ponto que é sensível em tratamentos para obesidade.

A abordagem do medicamento é chamada de agonismo enviesado. Em vez de interligar tudo, a pílula ativa apenas a via celular associada aos efeitos desejados.

Testes e resultados em animais

Em camundongos e ratos com obesidade e diabetes, o composto experimental melhorou a tolerância à glicose, reduziu a gordura corporal, evitou a atrofia muscular, aumentou o gasto de energia em repouso e não causou nenhum tipo de aumento do coração, além de lesões cardíacas após meses de uso

Avaliação em humanos

O medicamento também já foi testado em um estudo clínico de fase 1, que analisa a segurança. Os voluntários participantes eram divididos em dois grupos: saudáveis e pessoas com diabetes tipo 2.

Os pesquisadores comprovaram que houve boa absorção por via oral, sem alterações relevantes de pressão arterial ou ritmo do coração, efeitos colaterais leves e transitórios e não apresentou sinais de toxicidade cardíaca. Os resultados corroboram para o avanço do composto para estudos de fase 2, que vão analisar se o medicamento funciona para controle da glicose e redução de peso em humanos.

Em caso de sucesso, o medicamento pode implicar um avanço significativo para uma nova geração de remédios metabólicos, inclusive para uso combinado com terapias já existentes. Os próximos passos agora é estudar mais profundamente sobre os resultados de segurança ao coração, para avaliar os impactos.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)