Saúde

OMS recomenda medicação injetável semestral para prevenção do HIV

Marcelo Camargo/Agência Brasil
HIV é transmitido principalmente através de fluidos corporais e durante sexo sem proteção  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo/Agência Brasil
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 14/07/2025, às 16h19



Foi anunciado nesta segunda-feira (14) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma nova recomendação referente ao tratamento do vírus HIV. O uso da medicação lenacapavir injetável passa a ser recomendada de forma semestral com eficácia igual ou superior aos 99% dos comprimidos diários atualmente distribuídos no Brasil como profilaxia pré-exposição (PrEP).

O anúncio foi feito na 13ª Conferência da Sociedade Internacional de Aids, realizada em Kigali, Ruanda. O lenacapavir é o primeiro antirretroviral injetável. “É a melhor opção disponível enquanto aguardamos uma vacina contra o HIV. A OMS está comprometida em trabalhar com países e parceiros para garantir que essa inovação chegue às comunidades o mais rápido e seguro possível”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

De acordo com Tedros Adhanom, com apenas duas aplicações ao ano, a medicação amplia as possibilidades de proteção para populações com dificuldades no uso de comprimidos diários.

Entenda o que é o HIV e sua diferença para a aids

O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é um microrganismo que ataca o sistema imunológico. Se não for tratado pode evoluir para a aids (síndrome da imunodeficiência adquirida). Embora a cura para a aids não exista do ponto de vista científico, o tratamento antirretroviral pode controlar a infecção, o que permite que pessoas portadoras do vírus possam ter uma vida mais longeva e saudável.

O tratamento correto pode fazer com que o paciente atinja a carga viral indetectável para o HIV, ou seja, tão baixa que não pode ser detectada por testes padrão. Nesse caso, a pessoa também não transmite o vírus.

O HIV é transmitido principalmente através de fluidos corporais específicos, durante o sexo sem proteção, compartilhamento de seringas e de mãe para filho durante o parto, quando não for bem assistido.

Acesso simplificado contra o HIV

A recomendação da OMS inclui também mudanças no protocolo de testagem. Agora, testes rápidos podem ser usados antes da aplicação do lenacapavir. Com a simplificação, as injeções poderão ser oferecidas fora de ambientes hospitalares, passando a ser administradas em clínicas, farmácias e serviços de saúde.


O remédio é especialmente indicado para profissionais do sexo, homens que fazem sexo com homens, usuários de drogas, pessoas trans, presos e adolescentes que estão iniciando sua vida sexual. A OMS pede que países e órgãos internacionais comecem a implementar o lenacapavir de forma imediata. Além da aplicação, será necessário monitorar a aceitação, adesão e impacto da medida nos programas nacionais de prevenção.

Avanços no tratamento

Pela primeira vez, a OMS recomendou o uso de cabotegravir e rilpivirina injetáveis para quem já alcançou supressão viral com terapia oral. Esse regime é voltado para quem enfrenta dificuldades na adesão ao tratamento com comprimidos diários.

“A ciência hoje já oferece as ferramentas para erradicar a aids como ameaça à saúde pública. O que precisamos agora é de uma implementação ousada dessas recomendações, fundamentadas na equidade e impulsionadas pelas comunidades”, disse a diretora Meg Doherty, do programa global de HIV da OMS.

Clique aqui e inscreva-se em nosso canal no Youtube!

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)