Saúde
por Antonio Dilson Neto
Publicado em 16/03/2026, às 15h09
A exclusividade da Ozempic chega ao fim nesta sexta-feira (20), abrindo caminho para que outras farmacêuticas passem a produzir medicamentos com semaglutida, substância usada no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade.
A semaglutida é o princípio ativo também presente nos medicamentos Wegovy e Rybelsus, todos desenvolvidos pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk. Com o fim da patente, empresas poderão solicitar à Anvisa autorização para vender versões genéricas ou similares no Brasil.
📲 Mantenha-se informado! Siga o CANAL DO BNEWS NO WHATSAPP e receba as principais notícias diretamente no seu dispositivo. Clique e não perca nada!
O que muda na prática?
No país, medicamentos inovadores podem ter proteção de patente por até 20 anos, período em que apenas a empresa responsável pelo desenvolvimento pode comercializar o produto.
Com o término dessa exclusividade, novos fabricantes entram no mercado. O resultado costuma ser previsível: mais concorrência e queda nos preços.
Pela legislação brasileira, medicamentos genéricos precisam ser ao menos 35% mais baratos que o produto de referência. Estudos acadêmicos indicam que, na prática, a redução média pode chegar a cerca de 59%.
A queda de preços também pode abrir caminho para que medicamentos com semaglutida passem a ser analisados para oferta no Sistema Único de Saúde.
Em 2025, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) recomendou não incluir os medicamentos à base de semaglutida e liraglutida na rede pública, principalmente por causa do impacto financeiro estimado em mais de R$ 8 bilhões.
Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, a pasta pediu prioridade à Anvisa para analisar registros de medicamentos com esses princípios ativos destinados ao tratamento de obesidade e diabetes tipo 2.
Classificação Indicativa: Livre
som poderoso
Imperdível
Smartwatch barato
Limpeza inteligente
copa chegando