Saúde

Perder peso sem saúde cobra um preço alto: médico alerta para riscos do emagrecimento acelerado

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O médico Roberto Magalhães foi o convidado do De Cara com o Líder nesta quarta-feira (17)  |   Bnews - Divulgação BNews TV
Melissa Lima

por Melissa Lima

melissa.lima@bnews.com.br

Publicado em 17/12/2025, às 19h33



O médico Roberto Magalhães, pós-graduado em Endocrinologia, foi o entrevistado desta quarta-feira (17) do programa De Cara com o Líder, onde falou sobre emagrecimento saudável, saúde metabólica e os riscos da perda de peso acelerada sem acompanhamento médico. Durante a conversa, ele destacou a diferença entre emagrecer com foco na saúde e buscar apenas resultados rápidos na balança.

Segundo o médico, embora o resultado estético seja um fator que motive muitas pessoas no início do processo, o emagrecimento precisa ser conduzido de forma responsável.

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“Existe uma diferença muito grande entre perder peso rapidamente e emagrecer de forma saudável. O resultado visual é importante porque estimula o paciente a continuar, a perceber a roupa mais folgada, a se sentir melhor. Isso ajuda na adesão. Mas quando o emagrecimento é muito rápido, geralmente envolve doses de medicação que não deveriam ser usadas, supressão excessiva do apetite e até a falta total de alimentação”, explicou.

Roberto Magalhães alertou que a perda acelerada de peso tende a provocar o chamado efeito rebote.

“Quando a pessoa perde peso de forma muito rápida, o corpo entende isso como uma agressão e tenta recuperar o peso depois. A tendência é o reganho”, afirmou.

Ele também chamou atenção para a perda de massa muscular associada ao uso inadequado de medicamentos.

“Em tratamentos feitos sem acompanhamento, há uma tendência grande de perda de massa muscular. Para se ter uma noção, estudos mostram que medicamentos como o Ozempic podem levar a uma perda de até 40% de massa muscular do peso total eliminado, e o Mounjaro, cerca de 26%”, revelou.

O médico reforçou ainda a importância da alimentação adequada durante o processo.

“Existe a ideia equivocada de que emagrecer é não comer. Muito pelo contrário. Meus pacientes, em acompanhamento, normalmente comem mais do que comiam antes, mas comem melhor, com mais qualidade e mais proteína. Quando a pessoa come pouco, é sedentária, usa medicação e não se alimenta direito, ela fica fraca, cansada e não consegue sustentar esse processo por muito tempo”, ressaltou.

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