Saúde
por Leonardo Oliveira
Publicado em 06/09/2025, às 08h43
Existem muitas dificuldades ao parar de fumar. A abstinência de nicotina causa alguns efeitos como dor de cabeça, ganho de peso e tremores. Outro problema que pode surgir é a dificuldade de ir ao banheiro. Há um motivo para isso.
A constipação ocorre pois a nicotina age como um estimulador do sistema nervoso autônomo, que é responsável pelas funções involuntárias e automáticas do corpo, como a regulação dos movimentos dos músculos do intestino.
Além disso, ela impulsiona os receptores, chamados de colinérgicos, localizados no trato gastrointestinal. Sua função é de aumentar o peristaltismo (conjunto de contrações musculares) e acelerar o trânsito intestinal.
Os estudos ainda mostram que a nicotina age nos nervos de irrigação do intestino, que afetam a contração muscular. Ou seja, quanto mais o intestino se contrai, mais vezes a pessoa evacua.
“Por isso, fumantes geralmente apresentam o intestino mais solto, com maior frequência de evacuação, principalmente após o primeiro cigarro do dia. Muitos fumam pela manhã e já percebem o intestino funcionando”, explica Tassiane Alvarenga, médica endocrinologista e metabologista.
Desta forma, ao parar de fumar, a resposta do organismo pode ser percebida pela lentidão no funcionamento do intestino.
Quando volta ao normal?
Apesar do incômodo, isso passa. Em média, o intestino volta a funcionar normalmente entre duas a seis semanas depois. Em algumas pessoas, especialmente as mais sensíveis à falta de nicotina, esse período pode se estender por até três meses.
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Idade, sexo, estado nutricional, prática de atividade física, padrão alimentar e presença de comorbidades influenciam na adaptação. Algumas práticas podem ajudar a combater a prisão de ventre durante esse período:
Agora, se o intestino preso vier associado à dor abdominal intensa e persistente, febre, sangue ou muco nas fezes, fezes escurecidas, perda de peso inexplicável e distensão abdominal, é preciso procurar ajuda médica. Caso não consiga evacuar por mais de quatro dias, mesmo com mudanças na alimentação e estilo de vida, também é importante consultar um especialista.
“Nesses casos, é importante procurar um gastroenterologista para uma investigação adequada. Em alguns casos, pode ser necessária a realização de colonoscopia, estudo do trânsito colônico ou exames laboratoriais para descartar, por exemplo, o hipotireoidismo, que é uma causa de constipação crônica”, recomenda a endocrinologista.
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