Saúde

Redes sociais agravam crise de saúde mental em jovens, aponta relatório

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A "expansão descontrolada" das redes sociais levou a crise de saúde mental entre crianças e adolescentes a um ponto crítico em todo o mundo  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 11/06/2025, às 12h15 - Atualizado às 13h05



A “expansão descontrolada” das redes sociais levou a crise de saúde mental entre crianças e adolescentes a um ponto crítico em todo o mundo. De acordo com um relatório divulgado nesta quarta-feira (11) pelo grupo de direitos da criança KidsRights, em parceria com a Universidade Erasmus de Roterdã, um em cada sete jovens entre 10 e 19 anos enfrenta algum tipo de transtorno mental.

“O relatório deste ano é um alerta que não podemos mais ignorar”, afirmou Marc Dullaert, fundador e presidente da KidsRights. “A crise de saúde mental entre nossas crianças atingiu um ponto crítico, exacerbada pela expansão descontrolada das mídias sociais, que privilegia o uso em detrimento da segurança.”

O Índice KidsRights, que avalia anualmente o cumprimento dos direitos da criança em 194 países, identificou uma “correlação perturbadora” entre o agravamento da saúde mental infantil e o uso “problemático” das redes sociais — definido como um uso viciante a ponto de interromper a vida diária do usuário.

O documento também aponta uma ligação entre o consumo excessivo de conteúdo online e tentativas de suicídio, citando dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) que indicam uma taxa global de seis suicídios por 100 mil adolescentes de 15 a 19 anos.

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Soluções e desafios
Apesar da gravidade do cenário, o relatório não recomenda proibições generalizadas, como a proposta em discussão na Austrália de restringir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais. Segundo a organização, medidas tão rígidas podem violar os direitos civis e políticos das crianças, incluindo o direito ao acesso à informação.

A recomendação é por uma abordagem abrangente e equilibrada, que permita o acesso a conteúdos educativos e previna o isolamento social. O documento destaca que os avanços tecnológicos abriram uma verdadeira “caixa de Pandora de desafios e oportunidades”.

Entre os desafios, estão:

  • a exposição ao bullying
  • à violência psicológica
  • à exploração sexual
  • à violência de gênero
  • e à desinformação.

Por outro lado, as oportunidades incluem o acesso facilitado a conhecimento, cultura e ferramentas de aprendizado.

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