Saúde
por Leonardo Oliveira
Publicado em 17/09/2025, às 11h15 - Atualizado às 11h59
Um medicamento considerado o melhor do mundo foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Trata-se do lemborexante, comercializado com Dayvigo pela farmacêutica japonesa Eisai. O medicamento é utilizado para combater a insônia, mas possui uma ação diferente, com menor potencial de dependência.
Pela sua eficácia, aceitabilidade e tolerabilidade, foi eleito como melhor medicamento entre 36 opções avaliadas no estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Oxford.
De acordo com os especialistas em entrevista ao jornal O Globo, a nova classe bloqueia os sinais que deixam o cérebro acordado, diferente dos benzodiazepínicos e das drogas Z, no qual provocam a redução da atividade do sistema nervoso central.
“Os benzodiazepínicos e as drogas Z, muito usados hoje, apresentam um risco elevado de abuso e dependência. Até o momento, o que sabemos do lemborexante é que esse risco é baixo, então é uma classe bem promissora. Mas, para se descobrir o primeiro caso de abuso de benzodiazepínicos, foram quase 30 anos, então precisamos observar”, afirma a neurologista Dalva Poyares, professora de Medicina do Sono na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Recomenda-se uma dose de 5 mg, uma vez por noite, minutos antes de se deitar, com intervalo mínimo de 7 horas antes de acordar. A dose pode ser aumentada para 10 mg, segundo a Anvisa, caso haja necessidade.
Tratamento no Brasil
Duas a cada três pessoas possuem dificuldade para dormir, enquanto cerca de 15% têm diagnóstico formal de insônia crônica, de acordo com dados do Instituto do Sono.
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Prioriza-se higiene do sono, prática de exercícios, redução de cafeína e álcool, e técnicas da Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCC-I) como terapia inicial. No entanto, cerca de 18 milhões de pessoas utilizam medicamentos contra insônia. Esse número corresponde à 8,5% da população brasileira. Só em 2024, foram comercializadas quase 16 milhões de caixas de zolpidem, número três vezes maior do que há dez anos, de acordo com dados divulgados pelo O Globo.
O tratamento com medicamentos deve ser usado pontualmente ou por períodos curtos, com dose menor e monitoramento médico, sobretudo em pacientes com menos de 6 horas de sono por noite e prejuízos na funcionalidade diária, de acordo com os especialistas.
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