Saúde

Sabe o que é dor do crescimento? Conheça o sofrimento que afeta até 37% das crianças e saiba como evitar o problema

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A dor atinge sempre as pernas de crianças e adolescentes com idade entre 3 e 12 anos  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 21/10/2025, às 10h54



Um ditado aponta que crescer dói, mas isso tem afetado literalmente algumas crianças. A dor recorrente em membros, conhecida como “dor de crescimento”, atinge sempre as pernas de crianças e adolescentes com idade entre 3 e 12 anos. 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, os episódios acontecem com frequência no final do dia ou à noite e pode atingir de 3% a 37% das crianças, a depender do país. 

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O termo dor de crescimento não é preciso, pois não ocorre nos picos de crescimento, e, diferentemente do ditado, pelo menos na parte física, crescer não dói. Isso significa que não é sentido o aumento do esqueleto e dos ossos.

No entanto, pela carência de uma explicação mais específica, o problema mencionado pela primeira vez num livro em 1823 como “maladies de la croissance” (doenças do crescimento) popularizou.

“É um termo inadequado, mas já consagrado, que eu até nem acho ruim, porque facilita sabermos a realidade da condição, que é super frequente”, explica a pediatra Adriana Fonseca, do Departamento Científico de Reumatologia da SBP ao Globo. “É bom porque é um termo também que tranquiliza os pais e as crianças de que de vai se resolver com o tempo”, afirma.

O que fazer

É importante frisar que é um problema benigno, que não representa uma doença. Trata-se de uma dor idiopática, ou seja, nem médicos e cientistas conseguem desvendar o real motivo.

“Várias causas têm sido propostas, incluindo fatores anatômicos, psicológicos, vasculares e metabólicos, mas provavelmente representa uma síndrome de amplificação da dor ou síndrome de sensibilização central”, diz documento sobre o assunto da SBP.

“Habitualmente, é nas pernas, mas fora das articulações. Então, dói a coxa, a canela, a panturrilha. Não é óssea, mas também não é muscular, é difusa, acometendo todas as estruturas daquela localização”, afirma a especialista.

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A SBP recomenda que os pais tentem métodos não farmacológicos, como massagem e aplicação de calor local, como uma bolsa de água quente (cuidado para não entrar em contato direto com a pele e queimar). Caso ela persista, há, sim, a possibilidade de usar medicamentos analgésicos como paracetamol, dipirona, ibuprofeno ou naproxeno.

“Pode ser muito intensa, pode fazer a criança chorar, mas melhora rapidamente com massagem, com analgésico, às vezes um placebo, uma água com alguma gotinha de alguma coisa que dê um gostinho, um chazinho”, reforça o pediatra e colunista do GLOBO Daniel Becker.

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