Saúde
por Analu Teixeira
Publicado em 22/11/2025, às 06h30
Enquanto boa parte do mundo busca dietas sofisticadas, suplementos caros e fórmulas rápidas para viver mais, um grupo de pesquisadores voltou sua atenção para um padrão muito mais simples: o que comem as pessoas que ultrapassam os 100 anos com saúde no Japão. Especialmente em Okinawa, esse padrão tem um protagonista claro.
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A região é conhecida internacionalmente por abrigar uma das maiores concentrações de centenários do planeta. Para cada 100 mil habitantes, 67 ultrapassam os 100 anos, muitos deles com autonomia, memória preservada e rotina ativa até fases avançadas da vida. Por isso, o local se tornou um laboratório natural para estudos sobre longevidade.
Pesquisadores identificaram que, embora proteínas façam parte da alimentação dos moradores, o grande destaque é um carboidrato considerado de alta qualidade: a batata-doce, especificamente a versão roxa, chamada localmente de beni imo. Presente em refeições salgadas, lanches e até sobremesas, o tubérculo é consumido há gerações.
A nutricionista Laura Jorge, em entrevista à revista Men’s Health, reforçou a importância do padrão alimentar observado na região: “A dieta dos habitantes de Okinawa é um exemplo a seguir”.
Segundo ela, os moradores consomem poucos laticínios e evitam óleos processados, priorizando alimentos naturais e minimamente industrializados, com destaque absoluto para para a batata (ou beni imo, como é chamada por lá).
A cor intensa do tubérculo não é apenas estética, ela indica a presença de antocianinas, os mesmos antioxidantes encontrados em mirtilos, associados à proteção celular, ao funcionamento cardiovascular e ao envelhecimento mais lento.
Além disso, o alimento oferece fibras, essenciais para a saúde digestiva, e concentra até quatro vezes mais vitaminas A e C do que outras variedades da batata doce. Essas vitaminas fortalecem o sistema imunológico, ajudam na proteção contra doenças e colaboram para a saúde dos olhos e da pela.
Do ponto de vista energético, cada porção fornece cerca de 22 gramas de carboidratos complexos, liberados lentamente pelo organismo, além de quase 2 gramas de proteína, combinação que favorece saciedade e energia constante ao longo do dia.
O consumo da batata-doce roxa, aliado a hábitos como convívio social, movimento diário e baixo estresse, reforça a hipótese de que viver muito não depende de ingredientes raros, e sim de escolhas consistentes ao longo do tempo.
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