Saúde

São Paulo registra primeiro caso suspeito de ebola neste sábado

Fernando Frazão/Agência Brasil
Paciente de 37 anos voltou de uma viagem à República Democrática do Congo apresentando sintomas  |   Bnews - Divulgação Fernando Frazão/Agência Brasil
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 30/05/2026, às 14h03



A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo investiga um caso suspeito de infecção do vírus Ebola, registrado neste sábado (30), na capital paulista. Tratas-se de um homem de 37 anos que veio da República Democrática do Congo, país com áreas de transmissão da doença, e viagem recente ao território.

A análise é realizada pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP). O paciente apresentou sintomas como febre, preenchendo a definição de caso suspeito. Ele está internado em estado grave em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, seguindo os protocolos de biossegurança previstos. Até o momento, não há confirmação laboratorial da doença.

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A investigação foi iniciada de forma preventiva após a identificação de critérios clínicos e epidemiológicos compatíveis com caso suspeito, conforme protocolos nacionais e estaduais.

“Este é um caso suspeito, em investigação. As medidas previstas foram adotadas a partir da identificação dos critérios clínicos e epidemiológicos. O procedimento inclui isolamento, notificação imediata, investigação laboratorial e monitoramento conforme os protocolos vigentes”, esclareceu Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da SES-SP.

Na última semana, a Coordenadoria de Controle de Doenças estadual atualizou a Nota Informativa nº 01/2026, elaborada em conjunto com CVE-SP e Instituto Adolfo Lutz (IAL), com orientações à rede de saúde sobre o surto de doença pelo vírus Ebola, cepa Bundibugyo, em curso na República Democrática do Congo. O documento reforça as medidas de vigilância, definição de caso, notificação imediata, isolamento, manejo inicial, fluxos assistenciais e investigação laboratorial no estado.

A avaliação técnica da SES-SP aponta que o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul permanece muito baixo. Entre os fatores considerados estão a ausência histórica de transmissão autóctone no continente sul-americano, a inexistência de voos diretos entre a região afetada e a América do Sul e a forma de transmissão da doença, que exige contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas sintomáticas infectadas.

Mesmo diante do baixo risco, a orientação é para que os serviços de saúde mantenham atenção a pessoas com febre e histórico de viagem, nos últimos 21 dias, para áreas com circulação do vírus. Também devem ser avaliados casos de contato direto com fluidos corporais de pessoas suspeitas ou confirmadas.

Sintomas e atendimento

A doença pelo vírus Ebola pode começar de forma súbita, com febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em quadros graves, pode evoluir para manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação varia de dois a 21 dias.

A SES-SP também reforça que a transmissão do Ebola não ocorre antes do início dos sintomas. O maior risco está associado ao contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, especialmente nas fases mais avançadas da doença. Pessoas assintomáticas com exposição considerada de risco devem ser monitoradas diariamente por 21 dias.

Até o momento, não há vacinas licenciadas nem terapias específicas aprovadas para a cepa Bundibugyo. As vacinas e tratamentos disponíveis foram desenvolvidos para a cepa Zaire e não têm eficácia comprovada para a variante relacionada ao surto atual.

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