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Surto de Ebola já deixou pelo menos 131 mortos na República Democrática do Congo

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OMS classificou avanço da doença como emergência internacional; CDC confirma caso em profissional americano  |   Bnews - Divulgação Foto: Ilustrativa / Pexels
Cibele Gentil

por Cibele Gentil

Publicado em 19/05/2026, às 13h25



Um surto de Ebola já deixou, até o momento, pelo menos 131 pessoas mortas na República Democrática do Congo. Nesta segunda-feira (18), os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) confirmaram que um caso da doença foi registrado em um profissional de saúde norte-americano.

De acordo com informações do órgão, o médico, que atuava no país africano, será transferido para a Alemanha, onde receberá tratamento e cuidados especializados. Durante uma coletiva de imprensa, Satish Pillai, responsável pela resposta do CDC ao Ebola, afirmou que o risco para os Estados Unidos continua baixo.

Emergência de interesse internacional

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de interesse internacional de saúde pública devido ao avanço da doença, mas a situação não preenche os critérios para ser considerada uma pandemia. Conforme descreve a organização, Ebola é uma doença causada por um vírus cujos sintomas iniciais incluem febre, fraqueza extrema, dores musculares e dor de garganta.

Segundo a OMS, o atual surto na República Democrática do Congo envolve a variante Bundibugyo do vírus Ebola, considerada mais rara e para a qual ainda não existem vacinas ou tratamentos aprovados. As autoridades de saúde também alertam que o cenário pode ser mais amplo do que o detectado até agora.

O governo do Congo procurou tranquilizar a população e informou que as equipes de saúde estão atuando para combater o surto e que não há motivo para pânico. Alguns casos de Ebola também foram confirmados em Uganda, incluindo uma morte. Outros países da região, como Ruanda e Nigéria, anunciaram reforço em ações de vigilância e controle sanitário nas fronteiras.

Medidas de prevenção nos EUA

O governo dos Estados Unidos também anunciou novas medidas de prevenção. Viajantes vindos das áreas afetadas serão monitorados e haverá restrições de entrada para estrangeiros que tenham passado recentemente pela República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul.

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