Saúde
por Leonardo Oliveira
Publicado em 19/08/2026, às 18h00
A secretária de Saúde da Bahia (Sesab), Roberta Santana, comentou durante entrevista ao Se Liga Bocão, na última terça-feira (18), que a pasta tem acompanhado a aquisição de curativos especializados destinados a pacientes com epidermólise bolhosa (EB), doença genética rara também conhecida como “doença da borboleta”, que provoca extrema fragilidade da pele e formação de feridas constantes. Questionada sobre relatos de falhas no abastecimento durante o primeiro semestre de 2026, a gestora esclareceu sobre o acompanhamento do processo.
A epidermólise bolhosa, conhecida como “doença da borboleta”, é uma doença rara, com maior incidência no sudoeste da Bahia, na região de Vitória da Conquista e localidades próximas. Estamos acompanhando o processo de aquisição dos curativos. São materiais altamente especializados. O Estado da Bahia é referência na assistência a esses pacientes, inclusive ouvi isso da presidente da associação e temos trabalhado para manter esse atendimento”, comentou a titular da pasta.
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A secretária afirmou que o processo de licitação dos curativos está em andamento. “Até a conclusão, estamos fazendo a aquisição por meio de processo indenizatório. Eu não tenho conhecimento de falta desse tipo de curativo. Estamos abastecendo os núcleos regionais responsáveis pelo fornecimento aos pacientes.
O tratamento adequado pode representar a diferença entre agravamento e qualidade de vida para pacientes com epidermólise bolhosa (EB), como relatou a médica dermatologista Dra. Gabriela Botelho, coordenadora do Ambulatório de Epidermólise Bolhosa do Hospital Afrânio Peixoto, em Vitória da Conquista, também em entrevista à Baiana FM e BNews TV, que comentou que os pacientes cadastrados recebem acompanhamento especializado e acesso aos curativos fornecidos pelo Governo do Estado.
“O Estado fornece, sim, esses curativos tecnológicos e muitos suplementos”, afirmou a médica.
Existem mais de 30 variações da doença, mas quatro tipos principais concentram os casos. A forma simples é a mais comum e provoca bolhas superficiais. A forma juncional é mais grave e pode levar à morte ainda no primeiro ano de vida. Já a forma distrófica tende a causar cicatrizes profundas e pode comprometer movimentos, enquanto a EB Kindler reúne características das demais e inclui sensibilidade ao sol e inflamações.
Dados do Ministério da Saúde mostram que, nos últimos cinco anos, 121 mortes por complicações da doença foram registradas no país. Embora os efeitos físicos sejam mais evidentes, o impacto da epidermólise bolhosa não se limita ao paciente. O diagnóstico costuma provocar uma reestruturação completa da rotina familiar e o cuidado exige dedicação contínua, com acompanhamento médico frequente e manejo diário das feridas.
Já na Bahia, segundo Roberta Santana, há 70 casos de epidermólise bolhosa acompanhados no estado. Ela afirmou acompanhar pessoalmente a assistência prestada aos pacientes e reforçou o pedido para que possíveis problemas no fornecimento sejam informados à Sesab.
São 70 casos na Bahia. Tenho esse dado muito claro, inclusive, porque acompanho pessoalmente essa situação. Peço, por favor, quem informou sobre a falta que nos procure ou encaminhe o caso para que possamos identificar onde houve problema no abastecimento. Estamos fazendo a aquisição por processo indenizatório até que a licitação seja concluída”, concluiu.
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