Saúde

Serve para ganhar massa? Especialista em nutrição esclarece mitos sobre creatina, whey e aminoácidos

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Especialista fala sobre creatina e proteína para resultados em treinos e a importância de uma dieta balanceada  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Freepik

Publicado em 17/02/2025, às 12h07   Maurício Viana



Buscando um estilo de vida mais saudável, muitas pessoas optam por treinos associados ao consumo de creatina e suplementos de proteína. No entanto, o consumo desses produtos nem sempre é eficaz para que o resultado desejado seja alcançado.

Em entrevista à Folha de São Paulo, o especialista em nutrição e exercícios Bruno Gualano comentou a respeito das práticas. "Se a gente for pensar que o mundo fitness invadiu as redes sociais e todo mundo tem uma fórmula mágica, é conveniente trazer a luz da ciência para entender o que tem base científica e o que não tem", diz Gualano.

Ele também afirma que a ciência aponta para a existência de um limite, onde o consumo adicional de proteína faz pouca ou nenhuma diferença quando se trata de ganho de massa muscular. Dessa forma, a lógica não se baseia no "quanto mais, melhor".

"Para o sujeito que já consome uma quantidade muito grande de proteína, a quantidade adicional oferecida pelo suplemento não vai causar ganhos proporcionais de força e de massa muscular", alerta.

Assim, a pessoa que deseja comprar suplementos conhecidos no mercado deve avaliar previamente o quanto já consome de proteínas na dieta regular. "Para vocês terem uma ideia, a população brasileira costuma consumir [em média] 1,3 grama por quilo por dia de proteína. Então, é muito fácil, só com a dieta, alcançar o consumo adequado", informa.

Indo na contramão da proteína, a creatina está em outra esfera. "Há evidências científicas para os seus efeitos, para sua eficácia, e talvez seja o suplemento mais estudado da literatura científica", afirma.

Porém, o professor explica que a creatina muitas vezes é consumida sem necessidade, pois serve apenas como um tanque extra de combustível, para ser usado em momentos em que é necessária uma demanda rápida de energia.

"[Ela] é muitíssimo importante em atividades muito rápidas, de curtíssima duração. Em uma prova de 100 metros ou, por exemplo, no futebol, no vôlei e no basquete, em que os atletas realizam aqueles tiros muito curtos", completa.

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