Saúde
por Leonardo Oliveira
Publicado em 13/06/2025, às 10h18 - Atualizado às 11h42
Você já se envolveu com alguém que parece ter alergia a compromisso? Aquele tipo que, apesar de interessante, nunca está pronto para dar o próximo passo e vive em uma eterna zona cinzenta? Esse padrão de comportamento, frequentemente observado em homens, tem um nome popular no campo da psicologia: síndrome de Simon.
Embora não seja um diagnóstico clínico oficial, o termo foi popularizado pelo psiquiatra espanhol Enrique Rojas para descrever um perfil cada vez mais comum, especialmente em homens acima dos 30 anos, marcado por imaturidade emocional e forte aversão a relacionamentos sérios.
O que significa a sigla S.I.M.O.N.?
O acrônimo resume cinco características centrais desse comportamento:
Por que eles evitam compromisso?
De acordo com o psicólogo Flávio Sanches, em entrevista ao Metrópoles, a fuga do compromisso pode estar ligada a fatores neurocientíficos e experiências passadas:
Padrões de apego: Indivíduos com apego evitativo, geralmente construído na infância, tendem a desconfiar da intimidade na vida adulta.
Medo da vulnerabilidade: O receio de perder autonomia ou de fracassar no relacionamento impede o aprofundamento afetivo.
Busca por novidade: Para alguns, o cérebro responde melhor à dopamina de novas conquistas, tornando o compromisso pouco estimulante.
O impacto para quem se envolve com um "Simon"
Relacionar-se com alguém que apresenta esse perfil pode ser emocionalmente desgastante. A relação costuma seguir um ciclo de incertezas, alternando entre esperança e frustração.
“A falta de comprometimento e a ambivalência do ‘Simon’ podem levar a um ciclo de esperança e decepção, gerando ansiedade, baixa autoestima e até depressão no parceiro”, alerta Sanches.
Segundo o especialista, essa dinâmica pode afetar profundamente a saúde emocional e comprometer a capacidade de estabelecer vínculos saudáveis no futuro.
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