Saúde

Superbactéria de hospital pode destruir plástico e colocar sua saúde em risco; saiba mais

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A capacidade da superbactéria de metabolizar plástico pode impactar a eficácia de suturas e implantes, aumentando riscos para pacientes vulneráveis.  |   Bnews - Divulgação Foto: Reprodução
Dan Gama

por Dan Gama

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Publicado em 13/05/2025, às 11h38 - Atualizado às 13h15



No Reino Unido, microbiologistas descobriram que uma cepa de superbactéria denominada Pseudomonas aeruginosa, encontrada em hospitais, é capaz de decompor plástico para obter energia. Essa descoberta chamou a atenção de profissionais de saúde, pois os hospitais possuem em sua maioria estruturas e equipamentos compostos por esse material. A pesquisa foi realizada por cientistas da Universidade Brunel, que também identificaram que esses micróbios podem ter uma sobrevida mais prolongada tanto nas enfermarias quanto dentro dos próprios pacientes, em suturas e implantes.

A descoberta levanta preocupações sobre a eficácia dos equipamentos médicos plásticos, que podem se tornar ambientes propícios para a proliferação dessa bactéria resistente. Além disso, a capacidade de metabolizar plástico pode dificultar ainda mais o controle de infecções hospitalares, já que a Pseudomonas aeruginosa é conhecida por causar infecções graves, especialmente em pacientes imunocomprometidos.

Os cientistas alertam para a necessidade de revisar o uso de materiais plásticos em ambientes hospitalares e reforçar as medidas de controle de infecções, considerando a adaptabilidade e resistência dessa superbactéria.

“Se um patógeno pode degradar plástico, ele pode comprometer dispositivos médicos que contêm plástico, como suturas, implantes, stents ou curativos, o que, obviamente, impactaria negativamente o prognóstico do paciente”, afirmou Ronan McCarthy, pesquisador da Universidade de Brunel, à revista Nature.

De acordo com a pesquisa, a enzima degradou 78% do plástico em até 7 dias. Enzimas semelhantes são encontradas em outros patógenos, e a equipe destaca a preocupação de que outros tipos de plásticos, como o politereftalato de etileno (PET) e o poliuretano (PUR), também possam ser vulneráveis à bactéria. Esses compostos estão presentes em bandagens, cateteres, curativos e até implantes, como os mamários ou dentários. No entanto, mais pesquisas ainda são necessárias.

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