Saúde
por Gabriel Santana
Publicado em 22/11/2025, às 15h52
Os alimentos ultraprocessados já fazem parte do consumo de 23% dos brasileiros desde a década de 80, segundo uma série de artigos publicados na revista Lancet por mais de 40 cientistas, liderados por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), na última terça-feira (18).
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O estudo publicado mostra que a aquisição de limentos ultraprocessados não é um fenômeno isolado do Brasil. De acordo com o ICL Notícias, dados de 93 países mostram que o consumo de ultraprocessados aumentou ao longo dos anos em todos, à exceção do Reino Unido, que se manteve estável em 50%. O país só é superado pelos EUA, que tem 60% da dieta.
O pesquisador do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens) da USP e líder do trabalho, Carlos Monteiro, alertou que o crescimento destes alimentos está reestruturando as dietas ao redor do mundo e não é uma coincidência.
Essa mudança na forma como as pessoas se alimentam é impulsionada por grandes corporações globais, que obtêm lucros extraordinários priorizando produtos ultraprocessados, apoiadas por fortes estratégias de marketing e lobby político que bloqueiam políticas públicas de promoção da alimentação adequada e saudável”.
As recomendações trazidas pelos pesquisadores são para que as pessoas diminuam o consumo dos alimentos ultraprocessados, além de pedir para que as grandes empresas sejam responsabilizadas pela atuação na promoção de dietas não saudáveis. Foram apontadas as seguintes medidas:
Com vendas anuais ao redor do mundo gerando lucros de US$ 1,9 trilhão (RS 10.266.840), os ultraprocessados representam o setor mais lucrativo da indústria de alimentos. Os pesquisadores afirmam que os valores colaboram para que as empresas ampliem as suas produções e fortaleça ainda mais as suas medidas de influência no mercado.
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