Saúde

Vivo até os 150 anos? Essa pessoa já está entre nós, afirma cientista

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Segundo o geneticista David Sinclair, “a primeira pessoa que viverá até os 150 anos já nasceu”  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 31/07/2025, às 10h46 - Atualizado às 11h35



Já imaginou dar um “restart” no tempo? Parece coisa de filme de ficção científica, mas, segundo um renomado cientista de Harvard, essa ideia está mais próxima da realidade do que nunca. O geneticista David Sinclair afirmou, em entrevista ao podcast Moonshots, algo surpreendente: “a primeira pessoa que viverá até os 150 anos já nasceu”.

Referência mundial em estudos sobre longevidade, Sinclair acredita que, em menos de dez anos, teremos tratamentos capazes de reverter o envelhecimento. Sua pesquisa, baseada na reprogramação epigenética, busca “formatar” as células humanas para que esqueçam a idade que têm e voltem a funcionar como se fossem jovens.

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Em testes realizados com camundongos e macacos, os cientistas conseguiram regenerar nervos ópticos e restaurar funções celulares essenciais — avanços que alimentam a esperança de aplicar os mesmos princípios em humanos.

A pílula da juventude vem aí, mas…

A mágica tem um preço, e ele é alto. No começo, a terapia para rejuvenescer deve custar uma verdadeira fortuna. O custo estimado por terapia, neste início, deve variar entre US$ 300 mil e US$ 2 milhões.

O trabalho é parte do ambicioso Dog Aging Project, realizado em parceria com a Texas A&M University e a University of Washington, e prevê ensaios clínicos com humanos até 2026, começando com pacientes que sofrem de doenças oculares. A ideia é que, até 2035, a tecnologia se torne mais acessível, com a criação de uma “pílula rejuvenescedora” movida por inteligência artificial (IA).

Mas a promessa de uma vida tão longa levanta questões sérias. Será que isso vai criar uma sociedade dividida entre os que podem pagar para não envelhecer e os que não podem? E, mais importante: de que adianta viver tanto se não for para ter qualidade de vida?

Segundo o Infobae, especialistas em longevidade, como Jan Vijg e Aubrey de Grey, alertam para os desafios éticos, sociais e regulatórios dessas terapias. De Grey chama atenção para o risco de acesso desigual a essas tecnologias, enquanto o gerontologista S. Jay Olshansky argumenta que “não basta viver mais, é preciso viver bem”.

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O segredo para viver mais que já funciona (e é de graça)

Enquanto a ciência não entrega essa pílula milagrosa, vale lembrar de um segredo que já existe e não custa nada. Já ouviu falar das "zonas azuis"? São cantinhos do mundo, como partes do Japão, Itália e Costa Rica, onde as pessoas vivem muito mais e com uma saúde de dar inveja.

O truque deles não está em nenhum laboratório. É uma receita simples: comida de verdade, uma vida social ativa, menos estresse e ter sempre um motivo para levantar da cama. Isso prova que nossas escolhas de hoje são o melhor remédio contra o envelhecimento. A expectativa global é de 73,4 anos, mas em países como o Japão, ela ultrapassa 84 anos.

A ciência corre para nos dar mais tempo de vida. A grande pergunta que fica no ar é: o que faríamos com todo esse tempo extra? E você, se tivesse a chance, toparia o desafio de viver até os 150 anos?

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