BNews Turismo
“Fui para Salvador, foi a pior experiência de viagem que eu fiz na minha vida.” Com essa frase direta e impactante, um turista deu início ao seu desabafo nas redes sociais, que vem gerando repercussão entre internautas e reacendendo um debate antigo: a insegurança e o assédio enfrentados por visitantes na capital baiana.
O relato foi feito por um turista que visitou Salvador durante um feriado a convite de uma empresa. Ele e mais dois colegas tinham apenas dois dias na cidade – um reservado para turismo e outro para compromissos profissionais. O que era para ser uma breve e agradável imersão cultural acabou se transformando em uma sequência de episódios que ele classificou como “opressores e traumatizantes”.
Logo no primeiro ponto visitado, o Elevador Lacerda, a experiência já começou a gerar desconforto. Segundo ele, ao sair da parte alta do elevador, o grupo foi abordado por um suposto guia turístico que cobrava R$ 200 e um almoço para acompanhá-los, justificando que o local era “muito perigoso” e possuía “vielas proibidas”.
Sem aceitar o serviço, o trio seguiu em direção à praça, onde foi surpreendido por vendedores ambulantes que amarraram fitinhas no braço dos turistas e ofereceram colares como “brindes”. A surpresa veio logo depois: uma cobrança de R$ 50 por item, sob pressão. “Ficaram várias pessoas ao nosso redor, forçando a gente a pagar. Eu paguei R$ 80 para conseguir sair daquela situação”, relata.
No Pelourinho, a sensação de sufocamento continuou. Pintores de rua tentaram aplicar tintas nos braços dos turistas mesmo após negativas repetidas. “Ficaram exaltados e disseram: ‘Não sei por que vocês escolheram a Bahia, aqui todo mundo tem que pintar’. Foi muito desconfortável.”
O mesmo padrão se repetiu na Igreja do Bonfim, onde novamente foram cercados por pessoas oferecendo fitas do Senhor do Bonfim, com a clássica abordagem do “brinde” que, logo depois, se transforma em cobrança.
“Infelizmente, só tiramos uma foto e fomos embora. Era impossível permanecer mais tempo com tanta gente nos cercando e exigindo dinheiro”, disse o turista, visivelmente decepcionado. A experiência no Farol da Barra, segundo ele, foi ainda pior – e será relatada em uma “parte 2” do vídeo, que ele promete divulgar em breve.
Nas redes, o vídeo já acumula muitas visualizações e comentários divididos. Enquanto alguns usuários relatam experiências semelhantes, outros defendem a cidade e dizem que episódios como esses não refletem a totalidade do povo baiano nem da capital.
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