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Companhia aérea pede desculpas por voos cancelados: 'Fizemos o impossível'

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Companhia interrompeu todos os voos no último sábado após fracasso em negociações para sobreviver  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais/Unsplash
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 06/05/2026, às 14h39 - Atualizado às 14h43



A aviação comercial dos Estados Unidos sofreu um duro golpe no último fim de semana com o encerramento definitivo das atividades da Spirit Airlines. No sábado (2), a companhia famosa por suas aeronaves amarelas e passagens a preços baixos, anunciou o início de um processo de liquidação imediata, cancelando todos os voos e deixando milhares de passageiros e cerca de 17 mil funcionários em meio à incerteza.

O pedido de desculpas formal veio através do advogado da empresa, Marshall Huebner, durante uma audiência no tribunal de falências de Nova York.

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Huebner lamentou o desfecho trágico e atribuiu o colapso a uma combinação fatal: a fragilidade financeira acumulada desde a pandemia, o bloqueio judicial da fusão com a JetBlue e, o golpe final, a disparada nos preços dos combustíveis em decorrência do conflito entre Irã e Israel.

Até os últimos minutos, a administração de Donald Trump tentou costurar um pacote de resgate de US$ 500 milhões para manter a aérea operando. No entanto, o acordo naufragou na última sexta-feira, após um grupo de credores (detentores de títulos) rejeitar os termos propostos pela Casa Branca, preferindo a liquidação dos ativos da empresa à reestruturação.

A administração Trump fez um esforço extraordinário, mas não se pode dar vida a um cadáver, comentou um dos credores próximos à negociação.

O advogado Marshall Huebner agradeceu o apoio do governo e encerrou sua fala com um "obrigado e peço desculpas ao público americano". A Spirit Airlines foi a primeira grande companhia aérea dos EUA a fechar as portas por insolvência em quase 25 anos, deixando um vácuo no mercado de passagens econômicas para destinos turísticos como Flórida e Las Vegas.

Caos nos Aeroportos

A paralisação "com efeito imediato" gerou cenas de confusão em terminais como Fort Lauderdale, Newark e LaGuardia. Muitos passageiros só descobriram que a empresa havia deixado de existir ao chegarem ao balcão de check-in para viagens de formatura e do Dia das Mães.

Companhias concorrentes, como American Airlines e United, anunciaram medidas de apoio e limites de preços para as rotas onde a Spirit operava, tentando absorver o impacto da saída repentina da empresa do mercado.

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