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Junho Verde: entenda o que é o turismo sustentável e seus impactos em Salvador

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Salvador busca adotar ações que provoquem a ampliação do turismo sustentável  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa / Pixabay
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 09/06/2025, às 06h00



Salvador, cidade de encantos naturais, heranças culturais e tradições ancestrais, desponta como exemplo nacional na adoção de práticas de turismo sustentável. A capital baiana, conhecida por sua vocação turística, tem integrado cada vez mais a sustentabilidade às suas ações, promovendo experiências responsáveis que respeitam o meio ambiente, a cultura local e as comunidades tradicionais.

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Para o subsecretário da Secretaria de Sustentabilidade e Resiliência (Secis), Walter Pinto Júnior, o turismo sustentável vai muito além do lazer: "É uma forma de conhecer o local respeitando e contribuindo com a preservação do meio ambiente, valorizando também as culturas locais", afirmou. 

Walter destaca exemplos de iniciativas exitosas em Salvador, como o Parque Marinho da Barra, que oferece experiências de mergulho que unem beleza natural e educação ambiental, além de impulsionar a economia da região por meio do trabalho de guias locais e agências responsáveis.

Durante eventos de grande porte, como o Carnaval, Salvador também investe em ações de mitigação ambiental. “São toneladas de resíduos sólidos que são retiradas após o carnaval, e campanhas educativas fazem com que as pessoas contribuam para não poluir o Parque Marinho e a praia como um todo”, explica o subsecretário. 

Camarotes e blocos carnavalescos têm adotado práticas de gestão sustentável e recebido selos verdes pelas suas iniciativas, como coleta seletiva, reciclagem e uso de materiais reutilizáveis.

O conceito de turismo sustentável, no entanto, precisa do engajamento de todos, como explica o biólogo Francisco Mattos. Para ele, visitantes e operadores turísticos devem agir com responsabilidade, adotando atitudes simples, mas cruciais: “Não alimentar os animais silvestres, seguir apenas trilhas sinalizadas, contratar guias locais e evitar o uso de protetores solares tóxicos são práticas essenciais para não prejudicar o ecossistema”, orienta.

Mattos também ressaltou ao BNews Junho Verde a importância de recolher todo o lixo, valorizar hospedagens que adotam práticas ecológicas e consumir produtos da economia local. “Isso fortalece a comunidade, reduz a pegada ecológica e cria um vínculo mais profundo entre o visitante e o território”, acrescenta.

Em Salvador, o turismo de base comunitária e o afroturismo têm ganhado força como vertentes que respeitam o território e sua ancestralidade. Um exemplo é o trabalho realizado na Pedra de Xangô, local sagrado para religiões de matriz africana e que integra o Parque São Bartolomeu.

“É preciso preservar esse espaço tanto para o culto religioso quanto para a visitação turística consciente”, defende Walter Pinto Júnior. Segundo o subsecretário, essas iniciativas ajudam a combater o racismo religioso e ambiental, promovendo uma narrativa de valorização da identidade afro-brasileira.

Projetos como a oficina de sabão das baianas de acarajé, que transforma o óleo residual da culinária em sabão ecológico, mostram como a sustentabilidade pode gerar renda e preservar tradições. “Essa prática, além de evitar a contaminação do solo e da água, vira fonte de renda e fortalece a economia circular”, destaca o subsecretário.

Por fim, Walter Pinto Júnior aponta para uma evolução do conceito de turismo sustentável: “O futuro do turismo é mais do que sustentável, é regenerativo. Vai além da conservação, ele restaura ecossistemas, fortalece comunidades e honra tradições locais. Salvador tem tudo para ser referência nesse novo modelo”.

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