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Produção de sementes: Matopiba tem papel estratégico e relevante para as próximas safras; entenda

Entenda como a cadeia de produção de sementes impacta diretamente a eficiência e a produtividade das lavouras brasileiras  |  Reprodução/CNA

Publicado em 19/09/2026, às 14h21 - Atualizado às 14h23   Reprodução/CNA   Lucas Pacheco

A região do Matopiba, que compreende trechos dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, tem ganhado cada vez mais destaque na produção de grãos e a expectativa é de números recordes nas próximas safras. E boa parte do desempenho está atrelado à escolha das sementes.

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O Matopiba é reconhecido como uma das principais fronteiras agrícolas do país, se destacando, sobretudo, como importante polo produtor de sementes de soja, algodão, milho, sorgo e espécies forrageiras, abastecendo tanto os produtores locais quanto outras regiões agrícolas brasileiras.

De acordo com o mais recente levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025/26 está estimada em 360,8 milhões de toneladas de grãos, crescimento de 2,4% em relação ao ciclo anterior. A área cultivada deve alcançar 83,5 milhões de hectares, sendo que 48,6 milhões foram destinados à soja.  A produção da oleaginosa deve chegar a 180,5 milhões de toneladas, enquanto o algodão deve alcançar 4,1 milhões de toneladas de pluma.

E a semente carrega em seu material genético características desenvolvidas e selecionadas pela pesquisa para responder às condições de cada região, como produtividade, adaptação, resistência e qualidade, o que pode ser decisivo para o produtor rural obter sucesso em sua safra. 

 A expansão de culturas como soja, milho, sorgo e algodão exige uma oferta cada vez maior de sementes com elevado padrão de qualidade genética, física, fisiológica e sanitária.

E a semente pasa por uma cadeia especializada antes de chegar até o produtor:

Todas essas etapas são fundamentais para atestar e preservar o potencial da semente e garantir que toda a tecnologia implementada chegue ao campo com a melhor qualidade.

Tecnologia 

A semente representa um pacote tecnológico, já que é por meio dela que características obtidas a partir do melhoramento genético e da biotecnologia chegam à lavoura com adaptabilidade aos diferentes tipos de solo e clima e contribuem para definir o potencial produtivo, a adaptação e o estabelecimento das culturas.

“A semente é o principal investimento tecnológico que chega ao campo. O valor deste importante insumo, representa menos de 10% do custo total da lavoura, mas é determinante para o sucesso dos demais investimentos que representam 90% do custo de produção. Quando o produtor escolhe uma semente, ele está escolhendo genética e tecnologia, que serão fundamentais para o desempenho daquela safra. Quanto mais sofisticada e competitiva se torna a nossa agricultura, maior é a responsabilidade de toda a cadeia sementeira”, afirma Celito Missio, presidente da Associação dos Produtores de Sementes dos Estados do Matopiba (Aprosem).

O Matopiba, por exemplo, produz aproximadamente 13 milhões de sacas de sementes de soja, quantidade suficiente para plantar aproximadamente 17% das lavouras da oleaginosa de todo o Brasil.

Pesquisa e campo

O desenvolvimento de uma semente envolve diversas etapas de um processo complexo: pesquisa, seleção de materiais, melhoramento genético, testes de adaptação, avaliação de características agronômicas, multiplicação e rigoroso controle de qualidade.

O resultado? Um insumo que concentra conhecimento científico e tecnologia para responder aos desafios de uma agricultura cada vez mais produtiva e eficiente.

“Nosso papel vai além de entregar tecnologia ao produtor rural na forma da melhor semente. Quando ele compra este insumo, ele recebe também informação, conhecimento e confiança para extrair todo o potencial daquela genética no campo, pois trabalhamos para que nossas sementes sejam promotoras do sucesso e da prosperidade de cada agricultor e sua família”, ressalta Missio.

Segundo ele, a escolha da semente é uma das decisões que integram o planejamento da próxima safra, já que a definição do material genético ocupa posição central na cadeia.  

“A produtividade não começa quando a lavoura está implantada. Ela começa muito antes, na pesquisa, no melhoramento e na produção de sementes de qualidade. Uma agricultura que pretende produzir mais, com eficiência e sustentabilidade, precisa cuidar desse primeiro elo. O setor sementeiro é parte da infraestrutura tecnológica do agronegócio”, afirma o presidente da Aprosem.

O fortalecimento desse setor amplia a capacidade de resposta da agricultura brasileira diante de um desafio global: produzir mais alimentos, fibras e matérias-primas utilizando os recursos disponíveis de forma cada vez mais eficiente.

Classificação Indicativa: Livre


TagsagriculturaagronegóciosementeinsumomelhoramentoCelito missio

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