Cidades
Publicado em 22/08/2026, às 14h01 Cúria Metropolitana/Arquidiocese de Salvador - Arquidiocese de Salvador Lucas Pacheco
Após vir à tona, na última quarta-feira (19), a informação de que doze igrejas foram interditadas na capital baiana entre 2025 e 2026 depois de vistorias da Defesa Civil de Salvador (Codesal) identificarem imóveis com risco alto ou muito alto, a Arquidiocese de Salvador da Bahia publicou uma nota 'esclarecendo' a situação.
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De acordo com a Defesa Civil, os 12 templos foram interditados devido ao que o órgão classificou como “risco iminente à vida dos frequentadores e do patrimônio histórico”.
A lista inclui:
Segundo a nota, a Comissão Arquidiocesana de Bens Culturais da Igreja, alguns templos mencionados encontram-se em processo de restauração, de manutenção ou de regularização patrimonial, aguardando o tombamento por parte dos órgãos competentes, mas não estão interditados pela Codesal. Entre esses templos, estão a Igreja Sagrada Família, a Igreja do Convento Santa Clara do Desterro e a Igreja do Convento dos Perdões, que, diz o comunicado, seguem abertas e funcionando normalmente.
A Arquidiocese de Salvador alega ainda que a Igreja Bom Jesus dos Aflitos está em fase final de processo de tombamento municipal e, por essa razão, qualquer intervenção no imóvel necessita da autorização da Fundação Gregório de Mattos.
A Secretaria Municipal de Manutenção (Seman) realizou vistoria no local, acompanhada de empresa especializada, para avaliar ações emergenciais, e a Arquidiocese mantém contato com o órgão para agilizar as providências necessárias. As medidas seguem também a orientação da própria Codesal quanto à necessidade de anuência do órgão responsável pelo tombamento", afirmou.
Em relação à Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem, o comunicado destaca que ela também encontra-se em processo de restauração.
Sobre a Igreja dos Quinze Mistérios, a publicação ressalta que ela passou por intervenções no telhado e por duas etapas de limpeza interna, possibilitando a realização dos levantamentos técnicos necessários à elaboração de um projeto de restauração.
O trabalho encontra-se em fase final de levantamento para posterior elaboração do projeto e captação de recursos por meio de editais e da Lei Rouanet. A Arquidiocese também solicitou à Desal a retirada de equipamentos de ginástica instalados nas proximidades do acesso lateral da Igreja'.
A Arquidiocese esclareceu também que a presença de um templo no território arquidiocesano não significa, necessariamente, que sua administração ou responsabilidade esteja sob a Arquidiocese de São Salvador da Bahia, mas sim por outras instituições e ordens religiosas.
É o caso, por exemplo, da Igreja de São Miguel, cuja administração é de responsabilidade da Ordem Terceira de São Francisco. Portanto, eventuais informações sobre a situação desses templos devem ser verificadas junto às respectivas instituições responsáveis por sua administração", disse.
Ainda na nota, a Arquidiocese reafirmou seu compromisso com a preservação do patrimônio histórico, artístico, cultural e religioso sob sua responsabilidade, bem como com a segurança dos fiéis e visitantes e pontuou que as intervenções necessárias são realizadas em diálogo com os órgãos públicos competentes e observando as exigências dos processos de tombamento e preservação.
Veja a nota na íntegra:
Comunicado: Arquidiocese de Salvador esclarece situação de templos e corrige informações divulgadas pela imprensa
A Arquidiocese de São Salvador da Bahia esclarece, diante de informações divulgadas recentemente por alguns veículos de comunicação, que apenas a Igreja Nossa Senhora da Conceição da Lapa encontra-se atualmente interditada pela Defesa Civil de Salvador (Codesal).
A Arquidiocese lamenta que informações sobre a situação de outros templos tenham sido divulgadas sem a devida checagem junto à Assessoria de Comunicação da instituição, o que acabou gerando informações equivocadas. É importante esclarecer que, segundo a Comissão Arquidiocesana de Bens Culturais da Igreja, alguns templos mencionados nas reportagens encontram-se em processo de restauração, de manutenção ou de regularização patrimonial, inclusive aguardando o tombamento por parte dos órgãos competentes, mas não estão interditados pela Codesal.
Entre esses templos estão a Igreja Sagrada Família, a Igreja do Convento Santa Clara do Desterro e a Igreja do Convento dos Perdões, que seguem abertas e funcionando normalmente.
Em relação à Igreja Bom Jesus dos Aflitos, o templo encontra-se em fase final do processo de tombamento municipal. Por essa razão, qualquer intervenção no imóvel necessita da autorização da Fundação Gregório de Mattos. A Secretaria Municipal de Manutenção (Seman) realizou vistoria no local, acompanhada de empresa especializada, para avaliar ações emergenciais, e a Arquidiocese mantém contato com o órgão para agilizar as providências necessárias. As medidas seguem também a orientação da própria Codesal quanto à necessidade de anuência do órgão responsável pelo tombamento.
A Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem encontra-se em processo de restauração. Já a Igreja dos Quinze Mistérios passou por intervenções no telhado e por duas etapas de limpeza interna, possibilitando a realização dos levantamentos técnicos necessários à elaboração de um projeto de restauração. O trabalho encontra-se em fase final de levantamento para posterior elaboração do projeto e captação de recursos por meio de editais e da Lei Rouanet. A Arquidiocese também solicitou à Desal a retirada de equipamentos de ginástica instalados nas proximidades do acesso lateral da Igreja.
A Arquidiocese esclarece ainda que a presença de um templo no território arquidiocesano não significa, necessariamente, que sua administração ou responsabilidade esteja sob a Arquidiocese de São Salvador da Bahia. Existem Igrejas e espaços religiosos situados em seu território que são administrados por outras instituições e ordens religiosas. É o caso, por exemplo, da Igreja de São Miguel, cuja administração é de responsabilidade da Ordem Terceira de São Francisco. Portanto, eventuais informações sobre a situação desses templos devem ser verificadas junto às respectivas instituições responsáveis por sua administração.
A Arquidiocese de São Salvador da Bahia reafirma seu compromisso com a preservação do patrimônio histórico, artístico, cultural e religioso sob sua responsabilidade, bem como com a segurança dos fiéis e visitantes. As intervenções necessárias são realizadas em diálogo com os órgãos públicos competentes e observando as exigências dos processos de tombamento e preservação.
Por fim, reforçamos a importância de que informações relacionadas aos seus templos sejam previamente verificadas pelos veículos de comunicação junto à Arquidiocese de São Salvador da Bahia, através da Assessoria de Comunicação, a fim de garantir à sociedade informações corretas e evitar a divulgação de notícias que possam induzir a interpretações equivocadas.
Salvador, 22 de agosto de 2026.
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