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NA MARCHA LENTA: Operação dos rodoviários deixa ônibus mais lentos em Salvador

Após quatro rodadas de negociação, sindicato e empresas ainda não chegaram a um acordo satisfatório para a categoria  |  Joilson Cesar / BNews / Arquivo

Publicado em 05/05/2026, às 07h53 - Atualizado às 08h08   Joilson Cesar / BNews / Arquivo   Redação Bnews

Quem depende de ônibus em Salvador enfrentou viagem mais demorada na manhã desta terça-feira (5). Desde cedo, os coletivos passaram a rodar apenas pela faixa da direita — a mais lenta — e parando em todos os pontos do trajeto, mesmo sem passageiros. A mobilização organizada pelo Sindicato dos Rodoviários começou nas primeiras horas do dia e segue até as 11h.

Negociação travada
A decisão saiu de assembleia recente dos trabalhadores, depois de uma sequência de reuniões sem avanço com as empresas. O sindicato afirma que quatro rodadas de negociação já aconteceram, mas nenhuma proposta concreta foi apresentada até agora.

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Entre os pontos cobrados estão reajuste salarial com ganho real, aumento no valor do ticket alimentação e redução da jornada para seis horas. A categoria também pressiona por mudanças nas escalas de trabalho, com impacto direto na carga horária. As negociações seguem em andamento entre o Sindicato dos Rodoviários e o setor patronal.

Greve caiu após negociação em 2025
No fim de maio do ano passado, o Sindicato dos Rodoviários se preparavam para mais uma greve que foi suspensa quatro horas de reunião no Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA), com trabalhadores e empresários. Na época, o ponto mais sensível também girava em torno do salário. A categoria bateu o pé por um aumento acima da inflação e conseguiu emplacar 5,32%.

Antes disso, a proposta das empresas estacionava em 2,42%, valor que vinha sendo rejeitado nas rodadas anteriores. A virada aconteceu dentro do TRT, no bairro de Nazaré, onde a negociação ganhou outro ritmo. "A disposição dos interessados [para] dialogar, porque compreendem a dificuldade, os transtornos e o dano para a cidade que é uma greve desta dimensão. [Além] da compreensão das dificuldades que ambos experimentam em suas realidades [foram essenciais para o acordo]", afirmou o presidente do órgão, Jéferson Muricy na época para imprensa.

Mais do que salário
O pacote fechado não se limitou ao reajuste. Havia uma lista extensa de demandas acumuladas pela categoria, e parte delas entrou no acordo. Entre os pontos atendidos, estiveram:
aumento de 32% no ticket alimentação
manutenção do plano de saúde nas mesmas regras anteriores
possibilidade de troca de folgas entre trabalhadores
licença sem remuneração em situações específicas

Na ocasião, o sindicato afirmou que pelo menos 10 reivindicações foram contempladas. Também houve avanço em questões mais estruturais, que vinham sendo cobradas há meses, como melhores condições dentro dos ônibus e renovação de equipamentos eletrônicos. Jorge Castro, assessor de Relações do Trabalho e Sindicais da Integra, indicou que o setor empresarial estava alinhado com os termos definidos na reunião.

Jornada, folgas e regras ajustadas
Outro trecho da negociação mexeu diretamente na rotina dos rodoviários. Ficou definido que as férias não podem começar às sextas-feiras, além da autorização para permutas de folgas, algo que vinha sendo pedido pela categoria. As discussões também envolveram limites de jornada e organização das escalas, temas que impactam diretamente o dia a dia dos trabalhadores.

Classificação Indicativa: Livre


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