Cidades
Publicado em 06/11/2025, às 18h09 Arquivo pessoal/Floriel Pires Maciel Analu Teixeira
Um ajudante de obras de Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, vive há quase dois anos uma batalha judicial para conseguir a guarda da filha de 2 anos e 8 meses, uma criança que ele acreditava estar morta desde o nascimento.
Em entrevista ao G1, Floriel Pires Maciel, de 24 anos, contou que a ex-companheira afirmou que a bebê havia morrido logo após o parto. A verdade, porém, veio à tona de forma inesperada, ele descobriu que a menina estava viva ao vê-la na rua nos braços de outro casal.
O caso é investigado pela Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Águas Lindas.
Floriel conta que manteve um relacionamento de sete anos com a mulher, com quem também tem um filho de 5 anos. Durante uma das tentativas de reaproximação, ela engravidou novamente, mas o casal se separou definitivamente antes do parto. No dia seguinte ao nascimento da bebê, a mãe de Floriel teria ligado para a ex-nora para sobre a criança, e ouviu que ela tinha morrido.
“Quando descobri que minha filha estava viva, foi um choque. Senti revolta e tristeza ao mesmo tempo”, contou ao G1.
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Segundo ele, a criança foi entregue pela mãe a uma prima e ao marido dela, que registraram a bebê como filha legítima. Floriel acionou o Conselho Tutelar e a Justiça, conseguiu realizar o exame de DNA e comprovou a paternidade biológica. Mesmo assim, o processo se arrasta há mais de dois anos. Atualmente, ele só pode ver a filha por três horas semanais, com visitas assistidas e supervisionadas.
A advogada Raquel Gomes, que representa Floriel, afirma que a lentidão do processo tem causado sofrimento ao pai. “Ele tenta há dois anos e meio ter acesso à filha biológica, mas só consegue vê-la por três horas por semana. A esperança é que, agora que o caso veio a público, a Justiça acelere a análise da guarda”, afirmou.
A defesa também destaca que o objetivo do cliente não é retirar a menina do convívio atual, mas garantir um vínculo afetivo com o pai biológico e o irmão mais velho.
A mãe da criança, que pediu anonimato ao G1, confirmou que mentiu sobre a morte da bebê, mas afirma que agiu por medo de Floriel, alegando ter sido vítima de violência doméstica durante o relacionamento.
“Eu tenho marcas até hoje. Fiz isso para proteger minha filha. Tinha medo do que ele pudesse fazer comigo”, disse ela, acrescentando que não registrou ocorrência por receio na época. Atualmente, a mulher não mora mais em Águas Lindas e diz ainda temer pelo próprio bem-estar.
Ao G1, a Polícia Civil de Goiás informou que a Deam de Águas Lindas instaurou inquérito para apurar o caso que poderá resultar em denúncia do Ministério Público. Enquanto isso, Floriel segue aguardando uma decisão definitiva da Justiça.
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