Cidades

'Poderia estar morta': Idosa chega à UPA de Salvador com fala embolada, é liberada e descobre AVC em hospital

Idosa denuncia que foi liberada de UPA de Salvador com sintomas de AVC e recebeu diagnóstico em outro hospital  |  BNEWS

Publicado em 15/07/2026, às 09h53 - Atualizado às 10h00   BNEWS   Redação Bnews

Uma idosa denunciou que foi liberada da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, após chegar ao local com sintomas de um AVC (Acidente Vascular Cerebral). O relato de Ana Cláudia Moura foi feito durante entrevista ao programa Giro Baiana, transmitido pela Baiana FM e pela BNews TV, nesta quarta-feira (15).

Segundo a paciente, ela procurou atendimento na unidade em janeiro deste ano após apresentar fala embolada e dormência no lado esquerdo do corpo. De acordo com o relato, a médica informou que os sintomas não seriam de um caso de AVC e orientou que ela buscasse outro hospital.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Diagnóstico veio em outro hospital
Ana Cláudia contou que foi encaminhada por conta própria para o Hospital do Subúrbio, onde recebeu o diagnóstico de AVC.

“Eu estive aqui em janeiro, dia 22, com sintomas de AVC. Falando embolado e o lado esquerdo dormente. Simplesmente disseram que o meu sintoma não era de caso de AVC”, lembra.

A idosa afirmou que a médica da UPA teria dito que a unidade não estava tratando o caso como um possível AVC.

“A médica perguntou se eu tinha como ir para outro hospital, porque eles aqui não tava dando como se fosse AVC, que ia deixar em observação, mas não no caso de AVC”, conta.

Segundo Ana Cláudia, após chegar ao Hospital do Subúrbio, o diagnóstico foi confirmado e ela recebeu medicação.

“Aí, eu prontamente fui, fui para o Hospital do Subúrbio e fui bem atendida. Chegou lá, deu AVC. Tomei 26 comprimidos imediatamente”, lembra.

Paciente questiona atendimento na UPA de Paripe
A idosa afirmou que considera que poderia ter tido outro desfecho caso não tivesse buscado atendimento em outra unidade.

“Se eu estou viva hoje aqui, foi, graças a Deus, o Hospital do Subúrbio que me atendeu. Eu poderia estar morta hoje, mas graças a Deus estou viva”, diz.

Ana Cláudia também fez críticas ao atendimento de saúde no Subúrbio Ferroviário e citou dificuldades enfrentadas pela população.

“Isso é um descaso, quer dizer que hoje eu poderia estar morta e não contando a minha história, como fui eu, tem muitos casos aqui acontecendo, como foi do irmão aqui do lado, que perdeu a mãe por causa de negligência”.

O que diz a prefeitura
A reportagem questionou a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) sobre a denúncia envolvendo a UPA de Paripe e aguarda posicionamento. A unidade é administrada pelo IGH (Instituto de Gestão e Humanização), organização social responsável pela gestão administrativa, operacional e médica do equipamento, sob regulação e fiscalização da SMS.

Classificação Indicativa: Livre


Tagsupa de paripe

Leia também


Idosa morre após duas altas em UPA de Salvador: 'Disseram que era problema no estômago'


Mãe denuncia que filha de 11 anos fez teste de gravidez em UPA de Salvador sem autorização: “só vim dar conta em casa”