Cidades
Publicado em 08/10/2023, às 08h35 Mairan Reis / Acorda Cidade Cadastrado por Bernardo Rego
Os estudantes da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), que pediam melhorias na estrutura especialmente nos cursos de saúde, deflagraram greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada após assembleia geral realizada na noite de sexta-feira (6).
A assembleia contou com mais de 1.700 estudantes com 806 votos a favor e 700 contra, além das 15 abstenções. A mobilização para a greve começou com os estudantes de medicina e, posteriormente, recebeu apoio de estudantes de outros cursos.
Segundo o portal Acorda Cidade, os principais pontos discutidos durante a assembleia, incluíram a demanda por 7% da receita líquida do estado para as universidades, a manutenção dos serviços básicos, o pagamento das bolsas de estudo (desmentindo rumores de que elas não seriam pagas), e a necessidade de realizar a greve como forma de pressionar o governo a atender às reivindicações dos estudantes.
Os estudantes informaram que outras universidades estaduais da Bahia, como a Uesf, Uneb e Uesb, também estavam discutindo greves ou apoio à mobilização.
Durante a assembleia geral histórica, vários docentes expuseram suas opiniões. Alguns expressando apoio à greve, destacando problemas como a falta de professores, laboratórios precários e assédio, segundo eles, por parte de docentes. Outros estudantes expressaram preocupação com os possíveis impactos negativos de uma greve em seu calendário acadêmico e pediram alternativas à paralisação.
A Associação dos professores (Adufs), declararou apoio aos docentes. Em nota a associação destacou a problemática apresentada inicialmente pelos estudantes do curso de Medicina, relacionada com a ausência de professores que não é situação nova para a instituição, pois, no mês passado, estudantes de diversos cursos denunciaram a mesma situação.
“Soma-se a isso, as inúmeras situações decorrentes da infraestrutura de laboratórios, a condição do Restaurante Universitário e a mobilidade acadêmica, além do descaso com a política de permanência estudantil, no tocante a atualização do valor das bolsas de pesquisa e do percentual destinado na Receita Líquida de Impostos (RLI) para a rubrica”, diz a nota.
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