Justiça
Publicado em 31/08/2023, às 08h27 Reprodução/Redes sociais Nilson Marinho
Os processos judiciais em que se apuram os assassinatos da Mãe Bernadete, de 72 anos, e do seu filho Binho do Quilombo, então com 36, em 2017, serão acompanhados por um colegiado formado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A determinação é da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministra Rosa Weber.
A presidente do CNJ determinou, ainda, a criação de uma comissão executiva especial para acompanhar os trabalhos de apuração. A ministra esteve em Salvador para reunião com o governador do Estado, Jerônimo Rodrigues, e o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), desembargador Nilson Soares Castelo Branco, na última sexta-feira (25).
Mãe Bernadete foi assassinada com ao menos 12 disparos de arma de fogo, na noite do dia 17 de agosto, dentro do quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador (RMS). A líder quilombola e ialorixá relatava sofrer diversas ameaças. No momento do crime, a vítima estava na companhia de três de seus netos, que foram levados para um outro cômodo da casa.
Os suspeitos, que estavam com capacetes, fugiram logo após o crime a bordo de motocicletas. Suspeita-se que a execução de Mãe Bernadete tenha ligação com a disputa do tráfico de drogas, já que ela não tolerava a criminalidade na região em que morava, e briga por território.
Homem é assassinado a tiros próximo a posto de combustíveis na Bahia
Traficantes montam "feirão do crack e do pó" próximo à Esplanada dos Ministérios; assista
Motorista por app morto durante assalto no IAPI era administrador e queria parar de dirigir