Justiça
Publicado em 28/10/2026, às 08h18 - Atualizado às 08h24 MPT/Reprodução Redação Bnews
Um caseiro baiano, de 56 anos, que vivia em condições análogas à escravidão em uma casa no Lago Norte, em Brasília, teria decidido voltar a residir no local por não ter para onde ir.
À TV Globo, o caseiro explicou o motivo por ter retornado a viver no local onde era mantido em condições degradantes.“O que eu faço aqui é só a limpeza. Um pouquinho, um pouco, limpeza. Mas eu não sou escravo aqui, não. Já tô velho, já. E ficar aqui, quero ficar aqui", disse.
Segundo informações do g1, o homem recebia 200 por semana para fazer serviços de jardinagem e cuidados com animais, além de não tirar férias e não ter registro formal do vínculo trabalhista. Informações do Ministério Público do Trabalho (MPT) dão conta de que o homem vivia em um espaço improvisado na área de serviço da propriedade.
O baiano passou a morar em Brasília em 1998. Ainda de acordo com o MPT, ele acabou perdendo vínculos com a família e não construiu rede de apoio, além de sofrer alcoolismo. Diante da situação, a Justiça do Trabalho teria determinado que o caseiro receba uma pensão mensal equivalente a um salário mínimo, atualmente de R$ 1.621.
Por meio de uma ação pública, o MPT pede R$ 2 milhões em indenizações a quatro integrantes da família, empresários e donos do imóvel, que são réus em uma ação que investiga o caso.
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