Justiça
Publicado em 06/08/2026, às 15h54 Lara Curcino / BNEWS Lara Curcino, direto de Brasília, e Héber Araújo
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou, nesta quinta-feira (6), o ministro Marco Buzzi que foi acusado de importunação sexual. Após o julgamento, a advogada de defesa do magistrado, Maria Fernanda Saad, afirmou que pretende recorrer da decisão da corte.
Segundo afirmou durante coletiva com a imprensa, não pode dar detalhes do julgamento nem do placar, mas que a defesa pretende ir atrás dos próximos passos. Saad ainda afirmou que respeita a decisão, mas discorda.
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“Nós não podemos dar detalhes em razão do sigilo do caso, mas como vocês já sabem o resultado, nos respeitamos embora discordemos veementemente. Agora iremos avaliar, à luz da nova resolução, quais serão os próximos passos, recursos e ações”, declarou a advogada.
Questionada pelo BNews sobre o resultado do julgamento, a advogada afirmou que não irá falar devido a decisão do ministro que a advertiu ainda dentro da sessão. Conforme ela, a decisão de condenação foi vazada e o presidente do STJ orientou que o sigilo fosse mantido.
O magistrado foi condenado por maioria absoluta a perda do cargo por violação dos deveres, sendo a primeira condenação da nova sanção disciplinar contra magistrados. Anteriormente, a condenação mais grave contra magistrados era a aposentadoria compulsória, entretanto, após mudanças promovidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a maior condenação passou a ser a perda do mandato.
Marco Buzzi foi condenado devido a denúncias de assédio sexual contra uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos do magistrado. Após a primeira denúncia, uma ex-funcionária do gabinete do magistrado também alegou ter sido vítima de assédio sexual por parte dele.
Agora, o STJ irá comunicar a Advocacia-Geral da União (AGU) que, em até 30 dias úteis, acionará o Supremo Tribunal Federal (STF) para efetivar a perda do cargo.