Justiça

Direto de Lisboa: Gilmar Mendes diz que Brasil e Portugal conhecem “o sabor amargo do autoritarismo”

Ministro do STF, Gilmar Mendes ressalta a importância do diálogo entre nações no combate ao autoritarismo  |  Claudia Cardozo / BNews

Publicado em 03/06/2026, às 13h34   Claudia Cardozo / BNews   Cauan Borges e Claudia Cardoso

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou nesta quarta-feira (3) que o Brasil e Portugal conhecem “o sabor amargo do autoritarismo” ao encerrar a 14ª edição do Fórum de Lisboa, um dos principais encontros jurídicos e políticos da comunidade lusófona. A equipe do BNews acompanhou o evento na capital portuguesa.

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Em seu discurso, Mendes destacou a importância da cooperação internacional e do diálogo entre países diante do avanço de movimentos nacionalistas e da fragmentação global. Segundo o magistrado, o multilateralismo é o principal instrumento para fortalecer as democracias e garantir o respeito ao Estado Democrático de Direito.

O ministro também defendeu o fortalecimento de organismos internacionais e alertou para os desafios da governança digital, ressaltando que dados, plataformas e sistemas de inteligência artificial exigem regras globais e cooperação entre os Estados.

Ao citar a relação entre Brasil e Portugal, Gilmar Mendes afirmou que os dois países compreendem, “por experiência própria, o sabor amargo do autoritarismo” e compartilham valores constitucionais construídos ao longo das últimas décadas, especialmente no âmbito da comunidade dos países de língua portuguesa.

As Constituições mais bem-sucedidas são precisamente aquelas que sabem ser, ao mesmo tempo, fielmente nacionais e generosamente cosmopolitas. Brasil e Portugal sabem disso. Sabem porque conhecem, por experiência própria, o sabor amargo do autoritarismo. Sabem porque suas Constituições são vocacionadas ao mundo. Sabem porque construíram, nas últimas décadas, um espaço constitucional partilhado e que se estende para a comunidade dos países, em língua portuguesa. E que esse auditório é a expressão viva”, afirmou Mendes.

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