Copa do Mundo
Desde a primeira edição da Copa do Mundo, em 1930, no Uruguai, o principal torneio de seleções do planeta também se tornou palco de episódios controversos que atravessaram gerações muito além do futebol.
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Entre gols contestados, erros de arbitragem, manifestações políticas e lances que seguem debatidos décadas depois, o Mundial da FIFA acumulou capítulos que ajudaram a construir e, em alguns casos, contestar a própria história da competição.
Ao longo dos anos, decisões dentro e fora de campo provocaram repercussões mundiais, marcaram carreiras e transformaram partidas em acontecimentos históricos. Com base nisso, relembre alguns dos momentos mais polêmicos da história das Copas do Mundo.
A Copa do Mundo de 1938, disputada na França, ficou marcada por um dos episódios políticos mais lembrados da história do torneio. Em meio ao avanço do fascismo na Europa, a seleção da Itália entrou em campo vestindo uniformes pretos e realizou a saudação fascista, conhecida como “saudação romana”, antes do duelo contra os franceses.
O gesto ocorreu durante o regime de Benito Mussolini, que utilizava o esporte como instrumento político. A Itália acabaria conquistando o bicampeonato naquela edição, em meio ao clima de tensão que antecedia a Segunda Guerra Mundial.
A partida entre Chile e Itália, na Copa de 1962, ficou eternizada como “A Batalha de Santiago”. O duelo teve 10 expulsões, trocas de socos e precisou de intervenção policial em diferentes momentos. A violência foi tão intensa que virou um dos confrontos mais lembrados da história dos Mundiais. O árbitro da partida era Ken Aston, que anos depois criaria os cartões amarelo e vermelho adotados oficialmente no futebol.
🚨HISTÓRIA: Nesta data, em 1962, ocorreu a "Batalha de Santiago", a partida mais violenta da história das Copas.
— CHOQUEI (@choquei) June 2, 2024
O jogo entre Chile e Itália, realizado em 2 de junho de 1962, é considerado uma das inspirações para a implementação dos cartões amarelo e vermelho no futebol. pic.twitter.com/D99oSNtdkA
A final da Copa de 1966, disputada em Inglaterra, também entrou para a lista de grandes debates. Na decisão contra a Alemanha Ocidental, o atacante Geoff Hurst finalizou e a bola bateu no travessão antes de tocar próximo à linha do gol. O lance foi validado pela arbitragem.
Décadas depois, com recursos tecnológicos e análises mais detalhadas, a discussão sobre se a bola entrou completamente ou não continuou dividindo opiniões.
Na semifinal entre França e Alemanha Ocidental, um choque virou símbolo de uma das decisões mais questionadas da arbitragem em Copas. O goleiro Harald Schumacher atingiu violentamente o francês Patrick Battiston, que perdeu dentes e sofreu fraturas nas costelas. Mesmo com a gravidade do lance, a arbitragem marcou apenas tiro de meta, aumentando a repercussão mundial da partida.
O incidente ocorreu aos 12 minutos do segundo tempo, com o placar empatado em 1 a 1. Após um lançamento de Michel Platini, Battiston ficou livre para chutar, mas a bola passou para fora. Schumacher saiu do gol em alta velocidade e saltou de costas, atingindo o rosto do atacante francês com o quadril.
O árbitro holandês Charles Corver não marcou falta nem pênalti, e Schumacher não foi expulso. Enquanto Battiston recebia oxigênio no gramado e era levado de maca para o hospital, o goleiro ficou esperando para cobrar o tiro de meta. A partida terminou empatada em 3 a 3 na prorrogação e a Alemanha Ocidental avançou à final após vencer nos pênaltis.
Poucos lances da história do futebol ficaram tão conhecidos quanto o gol marcado por Diego Maradona diante da Inglaterra nas quartas de final da Copa do México. Maradona usou a mão para tocar na bola antes de vencer o goleiro inglês.
Aos 6 minutos do segundo tempo, o meia inglês Steve Hodge recuou a bola para o goleiro. Maradona, mesmo sendo muito mais baixo (1,65m), saltou e empurrou a bola para as redes com a mão esquerda. O árbitro validou o lance.
Depois da partida, o argentino eternizou o episódio ao dizer que o gol havia sido marcado “um pouco com a cabeça de Maradona e um pouco com a mão de Deus”.
A campanha da Coreia do Sul na Copa de 2002, disputada em parceria com o Japão, entrou para a história pelo terceiro lugar conquistado, mas também pelas fortes acusações de favorecimento envolvendo a arbitragem.
Nas oitavas de final, contra a Itália, o árbitro Byron Moreno anulou um gol italiano considerado legítimo. A partida terminou em vitória sul-coreana por 2 a 1 com gol de ouro.
Nas quartas de final, diante da Espanha, o árbitro Gamal Al-Ghandour anulou dois gols espanhóis. A decisão foi para os pênaltis e a Coreia avançou, ampliando a controvérsia que segue cercando aquela campanha.
A Copa da Alemanha registrou uma situação rara no duelo entre Croácia e Austrália, por 2 a 2, pela fase de grupos, o árbitro Graham Poll mostrou três cartões amarelos ao zagueiro Josip Šimunić antes de expulsá-lo. O juiz cometeu o erro histórico pois se confundiu com o sotaque australiano de Šimunić (que nasceu e cresceu na Austrália).
Quando mostrou o segundo amarelo aos 90 minutos, Poll anotou a advertência na ficha do jogador australiano Craig Moore. Sem registrar a segunda advertência para o croata, o árbitro permitiu que ele continuasse em campo. Apenas aos 93 minutos, após o apito final, Poll mostrou o terceiro amarelo e, na sequência, o cartão vermelho.
A final daquela Copa também teve um dos momentos mais emblemáticos do torneio. Na despedida dos gramados, o ícone do futebol francês Zinedine Zidane acertou uma cabeçada no peito de Marco Materazzi e foi expulso. A imagem rodou o mundo e marcou o encerramento da carreira de um dos principais nomes do futebol francês.
Na Copa do Mundo disputada no Brasil, Luis Suárez protagonizou uma das cenas mais inusitadas da história do torneio. Durante a partida entre Uruguai e Itália, o atacante mordeu o zagueiro Giorgio Chiellini. Após o momento, a FIFA suspendeu o atacante uruguaio por nove partidas oficiais da seleção e baniu-o de qualquer atividade relacionada ao futebol por quatro meses, além de aplicar uma multa de 100 mil francos suíços.
Ainda naquela edição, a seleção brasileira perdeu seu principal jogador em um lance decisivo. Nas quartas de final contra a Colômbia, o lateral Juan Camilo Zúñiga atingiu Neymar com uma joelhada nas costas. A lesão tirou Neymar da semifinal seguinte. Sem o camisa 10, o Brasil enfrentou a Alemanha e sofreu a derrota por 7 a 1, resultado que se tornou um dos capítulos mais traumáticos da história da seleção brasileira.
Neymar, Juan Camilo Zúñiga’nın dizinin sırtına gelmesiyle omurga bölgesinden sakatlandı.
— Kaynak Haber (@KaynakNews) May 25, 2026
Yapılan kontrollerde omur kırığı tespit edildi. Neymar Dünya Kupası’nın geri kalanında oynayamadı ve 63 gün sahalardan uzak kaldı. pic.twitter.com/SfCLPGTNsi
O BNews terá uma cobertura exclusiva na Copa do Mundo. Com reportagem nos países-sede, as redes sociais e o site contam com material exclusivo para o maior torneio de futebol do planeta. O Arena Futebol World vai trazer curiosidades, boletins e informações com exclusividade, mostrando os bastidores da busca pela sexta estrela do futebol brasileiro.
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