Copa do Mundo

Arena Futebol World: Fascismo, "apito amigo" e mordida! Relembre os momentos mais polêmicos da história da Copa do Mundo

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Relembre os momentos mais controversos que marcaram a história da Copa do Mundo, desde 1930 até os dias atuais  |   Bnews - Divulgação Reprodução / FIFA - Globoplay - FIFA
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 03/06/2026, às 06h00



Desde a primeira edição da Copa do Mundo, em 1930, no Uruguai, o principal torneio de seleções do planeta também se tornou palco de episódios controversos que atravessaram gerações muito além do futebol.

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Entre gols contestados, erros de arbitragem, manifestações políticas e lances que seguem debatidos décadas depois, o Mundial da FIFA acumulou capítulos que ajudaram a construir e, em alguns casos, contestar a própria história da competição.

Ao longo dos anos, decisões dentro e fora de campo provocaram repercussões mundiais, marcaram carreiras e transformaram partidas em acontecimentos históricos. Com base nisso, relembre alguns dos momentos mais polêmicos da história das Copas do Mundo.

1938 - A saudação fascista da Itália

A Copa do Mundo de 1938, disputada na França, ficou marcada por um dos episódios políticos mais lembrados da história do torneio. Em meio ao avanço do fascismo na Europa, a seleção da Itália entrou em campo vestindo uniformes pretos e realizou a saudação fascista, conhecida como “saudação romana”, antes do duelo contra os franceses.

O gesto ocorreu durante o regime de Benito Mussolini, que utilizava o esporte como instrumento político. A Itália acabaria conquistando o bicampeonato naquela edição, em meio ao clima de tensão que antecedia a Segunda Guerra Mundial.

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Italianos fazem saudação fascista em 1938 - Foto: Tribuna do Norte

1962 - A Batalha de Santiago

A partida entre Chile e Itália, na Copa de 1962, ficou eternizada como “A Batalha de Santiago”. O duelo teve 10 expulsões, trocas de socos e precisou de intervenção policial em diferentes momentos. A violência foi tão intensa que virou um dos confrontos mais lembrados da história dos Mundiais. O árbitro da partida era Ken Aston, que anos depois criaria os cartões amarelo e vermelho adotados oficialmente no futebol.

1966 - O gol fantasma da Inglaterra

A final da Copa de 1966, disputada em Inglaterra, também entrou para a lista de grandes debates. Na decisão contra a Alemanha Ocidental, o atacante Geoff Hurst finalizou e a bola bateu no travessão antes de tocar próximo à linha do gol. O lance foi validado pela arbitragem.

Décadas depois, com recursos tecnológicos e análises mais detalhadas, a discussão sobre se a bola entrou completamente ou não continuou dividindo opiniões.

1982 - A falta não marcada que chocou a Copa

Na semifinal entre França e Alemanha Ocidental, um choque virou símbolo de uma das decisões mais questionadas da arbitragem em Copas. O goleiro Harald Schumacher atingiu violentamente o francês Patrick Battiston, que perdeu dentes e sofreu fraturas nas costelas. Mesmo com a gravidade do lance, a arbitragem marcou apenas tiro de meta, aumentando a repercussão mundial da partida.

O incidente ocorreu aos 12 minutos do segundo tempo, com o placar empatado em 1 a 1. Após um lançamento de Michel Platini, Battiston ficou livre para chutar, mas a bola passou para fora. Schumacher saiu do gol em alta velocidade e saltou de costas, atingindo o rosto do atacante francês com o quadril. 

O árbitro holandês Charles Corver não marcou falta nem pênalti, e Schumacher não foi expulso. Enquanto Battiston recebia oxigênio no gramado e era levado de maca para o hospital, o goleiro ficou esperando para cobrar o tiro de meta. A partida terminou empatada em 3 a 3 na prorrogação e a Alemanha Ocidental avançou à final após vencer nos pênaltis. 

1986 - A “Mão de Deus” de Maradona

Poucos lances da história do futebol ficaram tão conhecidos quanto o gol marcado por Diego Maradona diante da Inglaterra nas quartas de final da Copa do México. Maradona usou a mão para tocar na bola antes de vencer o goleiro inglês. 

Aos 6 minutos do segundo tempo, o meia inglês Steve Hodge recuou a bola para o goleiro. Maradona, mesmo sendo muito mais baixo (1,65m), saltou e empurrou a bola para as redes com a mão esquerda. O árbitro validou o lance. 

Depois da partida, o argentino eternizou o episódio ao dizer que o gol havia sido marcado “um pouco com a cabeça de Maradona e um pouco com a mão de Deus”.

2002 - O “apito amigo” da Coreia do Sul

A campanha da Coreia do Sul na Copa de 2002, disputada em parceria com o Japão, entrou para a história pelo terceiro lugar conquistado, mas também pelas fortes acusações de favorecimento envolvendo a arbitragem.

Nas oitavas de final, contra a Itália, o árbitro Byron Moreno anulou um gol italiano considerado legítimo. A partida terminou em vitória sul-coreana por 2 a 1 com gol de ouro.

Nas quartas de final, diante da Espanha, o árbitro Gamal Al-Ghandour anulou dois gols espanhóis. A decisão foi para os pênaltis e a Coreia avançou, ampliando a controvérsia que segue cercando aquela campanha.

2006 - O jogador que recebeu três cartões amarelos

A Copa da Alemanha registrou uma situação rara no duelo entre Croácia e Austrália, por 2 a 2, pela fase de grupos, o árbitro Graham Poll mostrou três cartões amarelos ao zagueiro Josip Šimunić antes de expulsá-lo. O juiz cometeu o erro histórico pois se confundiu com o sotaque australiano de Šimunić (que nasceu e cresceu na Austrália). 

Quando mostrou o segundo amarelo aos 90 minutos, Poll anotou a advertência na ficha do jogador australiano Craig Moore. Sem registrar a segunda advertência para o croata, o árbitro permitiu que ele continuasse em campo. Apenas aos 93 minutos, após o apito final, Poll mostrou o terceiro amarelo e, na sequência, o cartão vermelho.

2006 - Zidane e a despedida com cabeçada

A final daquela Copa também teve um dos momentos mais emblemáticos do torneio. Na despedida dos gramados, o ícone do futebol francês Zinedine Zidane acertou uma cabeçada no peito de Marco Materazzi e foi expulso. A imagem rodou o mundo e marcou o encerramento da carreira de um dos principais nomes do futebol francês.

2014 - A “fome de jogo” de Luis Suárez

Na Copa do Mundo disputada no Brasil, Luis Suárez protagonizou uma das cenas mais inusitadas da história do torneio. Durante a partida entre Uruguai e Itália, o atacante mordeu o zagueiro Giorgio Chiellini. Após o momento, a FIFA suspendeu o atacante uruguaio por nove partidas oficiais da seleção e baniu-o de qualquer atividade relacionada ao futebol por quatro meses, além de aplicar uma multa de 100 mil francos suíços.

2014 - A joelhada que tirou Neymar da Copa

Ainda naquela edição, a seleção brasileira perdeu seu principal jogador em um lance decisivo. Nas quartas de final contra a Colômbia, o lateral Juan Camilo Zúñiga atingiu Neymar com uma joelhada nas costas. A lesão tirou Neymar da semifinal seguinte. Sem o camisa 10, o Brasil enfrentou a Alemanha e sofreu a derrota por 7 a 1, resultado que se tornou um dos capítulos mais traumáticos da história da seleção brasileira.

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