Justiça

Homem que teve traição exposta em 'chá revelação' tem pedido judicial negado; saiba o que aconteceu

Homem alega que sofreu danos morais e pediu exclusão de vídeos, fotos, áudios, memes e montagens do episódio  |  Reprodução / Redes Sociais

Publicado em 17/07/2025, às 11h56 - Atualizado às 12h12   Reprodução / Redes Sociais   Vagner Ferreira

A Justiça negou, nesta terça-feira (15), um pedido de remoção de um vídeo que viralizou nas redes sociais mostrando um ‘chá revelação’ em que a mulher, Nátalia Knak, expõe uma traição do marido, Rafael Eduardo Schemmer, diante de amigos e familiares no Rio Grande do Sul.

Segundo informações da CNN Brasil, o pedido foi rejeitado pelo juiz João Gilberto Engelmann, da Vara Judicial da Comarca de Ibirubá (RS). A solicitação, feita em caráter de urgência por Rafael, alegava danos morais e pedia a exclusão de vídeos, fotos, áudios, memes e montagens relacionados ao episódio.

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“Não é possível, frente ao cenário apresentado, refrear toda a informação acerca dos fatos em todos os veículos de comunicação, notadamente nas redes sociais, nas quais as mídias originalmente veiculadas pela parte ré já possuem abrangência capilarizada”, afirmou o magistrado na decisão, conforme divulgado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS).

A defesa de Schemmer argumenta que ele havia admitido a infidelidade seis dias antes da publicação do vídeo e que pediu a separação em seguida. Ainda segundo os advogados, a repercussão do caso poderá gerar processos civis e criminais. Com o pedido negado, a defesa afirmou que tenta agora conter os efeitos da exposição pública.

O juiz também mencionou o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o chamado “direito ao esquecimento”, destacando que a retirada de conteúdos só deve ocorrer em situações excepcionais ligadas à proteção da honra, e que o caso pode gerar eventual indenização. A ré deverá se manifestar dentro do prazo legal, e o processo segue sob segredo de justiça.

“Na área penal, serão apuradas, por meio de inquéritos policiais, as origens dos vazamentos e os eventuais responsáveis pela divulgação. Na esfera cível, o objetivo é resolver questões com a ex-esposa e buscar compensações por danos morais tanto de quem iniciou a divulgação quanto daqueles que multiplicaram ou criaram novos conteúdos a partir do vídeo”, afirmou o advogado de Rafael, segundo a reportagem.

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