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BNews Mineração: Empresas do segmentos temem perder investimentos por causa da guerra comercial; saiba mais

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Empresas e associações setoriais acreditam que diálogo entre Brasil e EUA pode ser uma das soluções; entenda  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 15/07/2025, às 13h06 - Atualizado às 18h17



Empresas e associações setoriais acreditam em um diálogo entre o Brasil e os Estados Unidos para acerto de contas em relação ao tarifaço de 50% imposto pelo presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros, mas temem perda percentual por parte dos investimentos. 

De acordo com informações do jornal O Globo, o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) estima que os aportes de US$ 68,4 bilhões, previstos para serem alcançados até 2029, devem conter reduções. “A pressão de custos externos, via essas tarifas, soma-se ao fato de que, internamente, o Brasil já cobra os mais elevados tributos em comparação com os principais países competidores”, afirmou o órgão, segundo a reportagem. 

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As exportações de rochas ornamentais devem ser os mais afetados, pois respondem por cerca de 60% do faturamento. “O Brasil é o maior exportador desse setor para os Estados Unidos. No curto prazo, não vejo mercados que possam absorver o que mandamos para o país, sendo que eles não compram matéria-prima, mas chapas polidas, produtos processados e de maior valor agregado” disse presidente executivo da AbiRochas, Reinaldo Sampaio, ao O Globo.

Para Sampaio, o prejuízo deve ser maior para pequenas e médias empresas, visto que há mais de dez mil negócios no segmento, com uma média de 1.500 mineradoras e indústrias. “Um financiamento, por exemplo, não resolve. Poderia resolver impacto em capital de giro. Mas, mesmo facilitado, é dívida. Temos de conquistar outros mercados. Não há outra saída, senão pelo diálogo e diplomacia”, afirmou o presidente da AbiRochas. 

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) ressalta um cenário de incerteza para o setor de petróleo e gás, que compõe atualmente 17% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial brasileiro.

“Somos contrários a medidas dessa natureza e defendemos uma solução via diplomática”, disse o presidente da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip), Márcio Felix, na reportagem.

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