Justiça
Publicado em 03/09/2026, às 11h59 André Mendonça - Divulgação/STF Eduardo Costa
O instituto Iter, fundado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, lucrou pouco mais de R$ 10 milhões em contratos públicos firmados desde a sua fundação, em novembro de 2023. O levantamento foi feito pela Revista Fórum.
Mendonça criou o Iter quase dois anos após ser indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para uma cadeira na corte.
De acordo com o levantamento da Fórum, o instituto fechou ao menos 55 contratos e instrumentos de contratação pública firmados, que somam R$ 10.849.759,82.
Além disso, 54 desses contratos foram firmados sem prévia licitação pública. O Tribunal de Contas da União (TCU) determina que a inexigibilidade ocorra quando a competição entre fornecedores é inviável, impossibilitando a licitação.
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Dos contratos firmados pela Iter sem a licitação, 42 foram por inexigibilidade, três por dispensa e outros nove registros classificados como “contratação direta”.
Juntos, os 54 contratos representam R$ 10,46 milhões, ou 96,4% de todo o valor mapeado.
André Mendonça informou nesta quinta-feira (3) que decidiu deixar a sociedade do Instituto Iter.
Segundo nota divulgada pela assessoria do ministro, relator do caso Master na Corte, ele cederá a totalidade de suas cotas e também as que pertencem à esposa, sem receber qualquer valor pela transferência. Eventuais recursos relacionados às participações societárias permanecerão destinados a finalidades sociais e educacionais.
O comunicado também cita que o Instituto Iter será transformado em uma entidade sem fins lucrativos.
A decisão de deixar a sociedade da empresa também foi anunciada um dia depois de o ministro afirmar que se reuniu uma vez com o banqueiro Daniel Vorcaro, em março de 2025.
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