Justiça
Publicado em 10/01/2026, às 10h36 Ricardo Stuckert / Lula Marques - Agência Brasil Cauan Borges
Após a saída de Ricardo Lewandowski do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, na última sexta-feira (9), o secretário-executivo da pasta, Manoel Carlos de Almeida Neto, foi nomeado para exercer a função de ministro interinamente, até que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defina o novo titular.
Manoel Carlos de Almeida Neto, que assume o ministério de forma interina, é natural de Ilhéus, no sul da Bahia. Ele é doutor e pós-doutor em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), mestre em Direito Público pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e já ocupou cargos de destaque no Poder Judiciário, como secretário-geral do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de ter atuado como procurador-geral municipal.
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Entre os nomes cogitados para assumir o ministério está o jurista Wellington César Lima e Silva, que mantém boa interlocução com o presidente e com integrantes da ala baiana do governo, a exemplo do ministro da Casa Civil, Rui Costa.
Wellington já comandou a pasta em 2016, durante o governo de Dilma Rousseff (PT), e, no atual mandato de Lula, ocupou o cargo de secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, posição estratégica no Palácio do Planalto.
Outro nome lembrado nos bastidores é o do ministro da Educação, Camilo Santana, considerado um dos principais quadros do PT e pessoa de confiança do presidente. Camilo foi recebido por Lula na quinta-feira (8), embora o conteúdo do encontro não tenha sido divulgado.
Lewandowski apresentou a carta de demissão ao presidente na quinta-feira (8), antes de participar da cerimônia em memória aos atos de 8 de Janeiro. No documento, afirmou ter exercido a função com “zelo e dignidade” e justificou a decisão por motivos de ordem pessoal e familiar.
O magistrado estava à frente do Ministério da Justiça desde fevereiro de 2024, após se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF).
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