Justiça

Monstro de batina: Ex-padre pega 48 anos por torturar, estuprar enteados e mandar criança se jogar de terraço

Eric Araujo Siqueira Pereira teria incentivado um dos enteados a se jogar de um terraço "para encontrar Papai do Céu"  |  Foto: Ilustrativa / Pexels

Publicado em 06/08/2026, às 11h50 - Atualizado às 12h46   Foto: Ilustrativa / Pexels   Cibele Gentil

O ex-padre Eric Araujo Siqueira Pereira foi condenado pelos crimes de tortura, instigação ao suicídio, fornecimento de material pornográfico a criança para fins libidinosos e estupro de vulnerável praticados contra seus dois enteados. A sentença foi proferida nesta quarta-feira (5) pela 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, determinando 48 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão.

Mudanças de comportamento e diagnóstico equivocado

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Os crimes foram cometidos entre outubro de 2020 e maio de 2021. Na época, moravam na mesma casa o réu, a companheira, os dois enteados e uma filha do casal. As investigações começaram depois que uma das crianças passou a apresentar mudanças acentuadas de comportamento e foi encaminhada para atendimento especializado.

No início, a criança foi diagnosticada com esquizofrenia. Contudo, após ser avaliada por uma equipe multidisciplinar, os profissionais identificaram que os sintomas estavam relacionados às violências sofridas. A revelação dos abusos levou o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) a incluir na denúncia as acusações de estupro de vulnerável, fornecimento de material pornográfico a criança para fins libidinosos e instigação ao suicídio.

Abusos aconteciam dentro de casa

De acordo com a denúncia do Ministério Público, as crianças viviam rotina de violência e eram submetidas a agressões físicas e psicológicas. A denúncia também inclui abusos sexuais praticados pelo então padrasto dentro da própria residência.

Ao acolher a denúncia, um dos aspectos mais graves reconhecidos pelo Conselho de Sentença foi a instigação ao suicídio de uma das vítimas. Segundo os argumentos da Promotoria de Justiça, o ex-padre costumava colocar a criança de castigo em um terraço sem proteção.

Nessas ocasiões, ele a incentivava a se jogar e dizia que ela iria encontrar “Papai do Céu” e ser feliz. Os jurados entenderam que o réu se aproveitou da vulnerabilidade da vítima para induzi-la a atentar contra a própria vida.

Classificação Indicativa: Livre


Tagsestuprosão gonçaloEx-padreAbuso infantilEric araujo siqueira pereira

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