Justiça

Morre ex-presidente do TJ-BA e membro da Academia de Letras Jurídicas da Bahia

Professor e advogado, Paulo Furtado presidiu o TJ-BA entre 1992 e 1994, deixando um legado na magistratura e na advocacia  |  Academia de Letras Jurídicas da Bahia

Publicado em 08/08/2026, às 11h32   Academia de Letras Jurídicas da Bahia   Lucas Pacheco

Morreu neste sábado (08) o professor, advogado, desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) e membro da Academia de Letras Jurídicas da Bahia, Paulo Roberto Bastos Furtado. O magistrado, que tinha 82 anos, presidiu o judiciário baiano de 1992 a 1994.

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Associado do Instituto dos Advogados da Bahia, Furtado nasceu em Salvador, em 29 de março de 1944, e formou-se em Direito pela Universidade Católica do Salvador (UCSAL), em 1968. Ele tinha pós-graduação em Metodologia do Ensino Superior também pela UCSAL e era mestre em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). 

Antes de integrar os quadros do judiciário baiano, Paulo Furtado foi chefe da Casa Civil do Governo da Bahia, entre 1979 e 1982, durante a ditadutra militar, na segunda gestão de Antônio Carlos Magalhães (ACM). Foi alçado ao posto de desembargador por meio da vaga destinada ao Quinto Constitucinal da advocacia.

Em outubro de 1992, quando presidia o TJ-BA no biênio 1992-1994, ocupou interinamente o cargo de governador da Bahia.

Autor de vários trabalhos na área do Direito, ocupou cadeira na Academia de Letras Jurídicas da Bahia, cujo patrono é Severino Vieira, advogado, jornalista, professor e que foi governador da Bahia entre 1900 e 1904.

Paulo Roberto Bastos Furtado foi diretor da Escola de Preparação e Aperfeiçoamento de Magistrados e integrou por duas vezes a lista de indicados para  o cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), além de ter atuado com ministro convocado da mesma Corte. 

Não foi divulgada a causa da morte e nem o horário e o local do velório e do sepultamento

Classificação Indicativa: Livre


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