Justiça
Publicado em 25/07/2024, às 06h27 Daniela Smania / TJSP Cadastrado por Marco Dias
Um mês após o início da Operação Churrascada, que investiga a suposta venda de decisões judiciais no gabinete do desembargador Ivo de Almeida, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP), o empresário Wilson Vital de Menezes Júnior, apontado como intermediário do esquema, prestou depoimento à Polícia Federal.
Inscreva-se no canal do BNews no WhatsApp!
De acordo com o portal Migalhas, Wilson Júnior afirmou que seu padrasto, Valmi Lacerda Sampaio, "vendia ilusões em nome de Ivo de Almeida, sem este saber de nada".
Em depoimento na Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da Polícia Federal em São Paulo, o empresário negou ter repassado ao desembargador ou a qualquer funcionário do gabinete pedidos relacionados a processos judiciais.
Nunca entrei nesse assunto com o magistrado", declarou Júnior.
As investigações indicam que Wilson Júnior teria continuado a intermediar a venda de decisões judiciais após a morte de seu padrasto.
Os investigadores alegam que ele tratou da venda de sentenças até durante a missa de sétimo dia de Valmi. No depoimento, Wilson Júnior afirmou que "não recebeu ou ofereceu" dinheiro ao desembargador e que "ficava enrolando" Wellington Pires, outro investigado.
O empresário declarou que mantinha as tratativas sob ameaças de pessoas que não quis nomear e informou que o celular usado para essas conversas foi roubado um mês antes da operação.
A Operação Churrascada, deflagrada em 20 de junho sob ordem do ministro Og Fernandes, do STJ, afastou Ivo de Almeida por um ano da presidência da 1ª Câmara de Direito Criminal do TJ paulista. O desembargador, na magistratura desde 1987, nega qualquer envolvimento no esquema.
Justiça admite penhora de bens dos sócios da 123 Milhas
OAB-BA adota medidas para modificar remuneração oferecida à advocacia pela prefeitura de Ibirataia