Justiça

PGR entra com recurso contra decisão de Flávio Dino que acaba com aposentadoria compulsória de juízes

Antes da votação no plenário do STF, as partes têm 15 dias para se manifestar  |  Valter Campanato/Agência Brasil

Publicado em 30/03/2026, às 19h41   Valter Campanato/Agência Brasil   Bernardo Rego

Após decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de acabar com a aposentadoria compulsória como pena máxima aos magistrados condenados por faltas disciplinares graves, a Procuradoria-Geral da República (PGR) entrou com um recurso nesta segunda-feira (30) contra a decisão.

Após receber o recurso, que corre em segredo de Justiça, o gabinete do minsitro Dino determinou a intimação das partes envolvidas no processo para se manifestarem no prazo de 15 dias. Em seguida, o recurso vai ser julgado no plenário do STF. As informações são da Agência Brasil.

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No dia 16 de março, o ministro determinou o fim da aposentadoria compulsória e alegou que a reforma da previdência de 2019 deixou de prever o benefício previdenciário e estabelece a perda do cargo como punição mais grave. Além disso, Dino disse que a pena beneficia os magistrados condenados.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi criado em 2005 e é responsável pelo julgamento de faltas disciplinares cometidas por juízes e desembargadores. Em 20 anos, o órgão condenou 126 magistrados à aposentadoria compulsória, punição que permite que o condenado receba vencimentos.

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