Justiça
Publicado em 29/07/2026, às 23h59 Foto: Reprodução / Claudia Cardozo | BNews Claudia Cardozo e Natane Ramos
Nesta quarta-feira (29), ocorreu a IX Conferência Estadual da Advocacia Baiana, em Feira de Santana. O evento reuniu advogados, magistrados, professores e especialistas para discutir os impactos das novas tecnologias no meio jurídico, entre eles a presidente da OAB de Feira de Santana, Lorena Peixoto.
Em entrevista ao BNews, a advogada destacou os maiores desafios que advogados e advogadas do interior enfrentam. "Um dos maiores desafios tem sido a aula sobre prerrogativas no exercício profissional para advocacia criminal. Junto aos presídios, com cerceamento de acesso aos aparelhos telefônicos, que hoje são meios de trabalho também", declarou.
A advogada reforçou a importância do evento acontecer em Feira de Santana. "E nada mais pertinente do que essa temática falando de tecnologia, quando nós estamos falando de aparelhos que são também instrumento de trabalho e que é inviolado, é para ser inviolado, mas não, os presídios acabam violando, violando inclusive a prerrogativa da advocacia limitando o exercício profissional. Então, eventos desta natureza em Feira de Santana reforçam a importância da advocacia do interior no cenário baiano. A advocacia do interior carrega consigo muitas dores, mas também muitas lutas", relatou.
Descentralização de eventos jurídicos da capital baiana
Lorena Peixoto explicou a importância da "descentralização do evento" fora da capital baiana. "Reforça a importância desse interior que conta com mais de 4.200 advogados e advogadas inscritas. Nós que somos a maior cidade do interior da Bahia. Então, é muito representativo. Eu costumo dizer que é muito importante ter essa descentralização, mostrando que a OAB Bahia é a OAB de todos os lugares dessa Bahia. É uma OAB que olha para as mazelas e as dificuldades e projeta esse advogado no interior para além dos nossos municípios, para além do nosso estado. Não à toa, nós tivemos a presença de ministros do STJ e do TST conhecendo as nossas raízes, conhecendo a nossa cultura e, portanto, da nossa advocacia", pontuou.
Peixoto detalha como a Conferência Estadual da Advocacia Baiana reforça uma "advocacia forte, uma advocacia comprometida, uma advocacia combativa". "Eu acredito que seja esse o movimento, inclusive de todas as instituições, o Tribunal de Justiça também tá nesse movimento de aproximação do jurisdicionado, de aproximação do tribunal, porque tem visto a necessidade desse, desse acolhimento, desse sentimento de pertencimento. Todos nós somos, é, hierarquicamente posicionados na mesma posição" relatou.
"Então, não há que se falar em uma valorização, uma importância ou uma superioridade do judiciário frente à advocacia. Nós somos todos autores e sujeitos do sistema judiciário, da justiça e, como tal, devemos ser respeitados frente à nossa importância", concluiu.
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