Justiça
Publicado em 25/10/2026, às 21h18 Reprodução / Cláudia Cardozo / BNews Leonardo Oliveira
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Mauricio Kertzman, explicou neste domingo (25) que houve um planejamento rigoroso de meses com a Neoenergia para tentar evitar apagões nos locais de votação. O TRE-BA repassou previamente o número da unidade consumidora de cada imóvel utilizado nas eleições, para que a concessionária pudesse atuar de forma preventiva na rede elétrica e corrigir eventuais fragilidades.
"Muitos e muitos meses atrás isso é totalmente planejado e programado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, nós tivemos inúmeras reuniões com a Neoenergia. Nós passamos, para os senhores terem uma ideia do detalhamento, o número de consumidor de cada imóvel onde é realizado as eleições, para que a Neoenergia, preventivamente e meses antes, tenha todo o cuidado com a rede. O objetivo é que, caso aquela rede tenha alguma fragilidade ou possibilidade de interrupção, eles façam trabalhos preventivos para que não falte luz", afirmou.
Apesar das ações preventivas e da presença de um representante da Neoenergia no tribunal ao longo de todo o dia, algumas intercorrências pontuais de falta de luz foram registradas. O presidente destacou que cobrou atenção redobrada da regulação do setor energético na noite anterior, lembrando que, no primeiro turno, oscilações de energia forçaram a reinicialização de algumas urnas.
"Ao longo do dia de hoje, por exemplo, tivemos o dia inteiro aqui o representante da Neoenergia e mantivemos contatos nos últimos dias de forma mais intensa com todo um planejamento. Tudo o que cabia ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia para evitar esse tipo de intercorrência foi feito, inclusive com contato com a regulação do setor energético. Eu tive contato ontem à noite, pedindo toda uma atenção e um cuidado, relatando que no primeiro turno tivemos problemas com oscilação de energia, o que fazia com que a urna às vezes desligasse e precisasse ser reiniciada", explicou.
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Para minimizar os impactos, Kertzman afirmou que qualquer interrupção comunicada pelas seções eleitorais é repassada imediatamente à Neoenergia, garantindo uma resolução célere. Ele reforçou ainda que o andamento do pleito não é comprometido por esses episódios, uma vez que as urnas eletrônicas possuem baterias internas e operam normalmente mesmo na ausência de energia elétrica.
"Todo esse planejamento para que não aconteçam problemas é feito, mas, mesmo assim, pontualmente temos alguns lugares com falta de energia. Imediatamente a seção eleitoral nos comunica, nós repassamos para a Neoenergia e as medidas para sanar esse problema são tomadas de forma relativamente rápida. Como foi mencionado, as urnas eletrônicas têm bateria e funcionam mesmo em caso de falta de energia. Mesmo com o planejamento e medidas preventivas, quando chega o dia da eleição, acontecem intercorrências e nós fazemos de tudo para que elas sejam sanadas da forma mais breve possível", finalizou.
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