Justiça
Publicado em 30/05/2026, às 16h37 Reprodução / Câmeras de Segurança Leonardo Oliveira
Um promotor de Justiça agrediu um homem preso por violência doméstica durante audiência de custódia no fórum de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. De acordo com a juíza do caso, Tatiana Decarli, o homem tinha realizado ameaças de morte ao promotor. As informações são do G1.
Identificado como Paulo Ricardo Oliveira de Morais, o suspeito foi preso no dia 3 de fevereiro depois de agredir e ameaçar a esposa. Na audiência, o promotor de Justiça Izonildo Gonçalves de Assunção Júnior se irritou depois de ser interrompido pelo custodiado enquanto fazia a leitura das acusações.
"O que você está olhando aqui, rapaz? Então baixa a cabeça e escuta", afirmou o promotor. A juíza decretou a prisão preventiva de Paulo Ricardo no final da audiência. Ele deixou a sala acompanhado de um policial penal, mas voltou minutos depois. As imagens mostram que depois do policial dizer algo ao promotor, o integrante do Ministério Público saiu da sala e começou as agressões físicas na frente de policiais e da juíza.
"O promotor veio pra cima de mim, me batendo e me esganando, mandando o policial penal me soltar da algema, me deu um soco na minha testa e cortou, saiu sangue. Quando eu fui pra viatura depois das agressões, comecei a sofrer ameaças dos policiais pra não fazer o corpo de delito, e por esse motivo continuei recusando de fazer os exames”, relata o custodiado em carta escrita à mão.
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Duas advogadas, que não atuavam na defesa do custodiado no crime de violência doméstica, passaram a representar o homem depois do caso das agressões. Elas acionaram acionaram o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra o promotor, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra a juíza e a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) contra o policial penal.
Na decisão que manteve a prisão preventiva, a juíza afirmou que, após sair da sala de audiências, o custodiado teria feito ameaças de morte ao promotor, conforme relato do policial penal.
"As supostas infrações em tese cometidas após a finalização da audiência de custódia deverão ser apuradas em procedimento específico, pois não possuem correlação com o objeto deste Auto de Prisão em Flagrante."
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