Cultura

Wanda Chase destaca falta de investimento em Blocos Afro e artistas regionais durante o Carnaval: "Temos que valorizar a prata da casa"

Em entrevista ao 'Se Liga Bocão', jornalista falou sobe impacto da falta de investimento em Blocos Afro no Carnaval de Salvador  |  Reprodução / BNews TV

Publicado em 24/01/2025, às 20h51 - Atualizado às 20h59   Reprodução / BNews TV   Natane Ramos

A jornalista e ativista social e cultura, Wanda Chase, um dos nomes consagrados do jornalismo brasileiro, destacou a falta de investimento em artistas locais e em Blocos Afros durante o Carnaval de Salvador.

Em entrevista ao 'Se Liga Bocão', da rádio Baiana FM (89,3), nesta sexta-feira (24), a comunicadora falou sobre a preocupante falta de patrocínio em Blocos Afro, a exemplo o Cortejo Afro. "Eu já perguntei um ano no Carnaval a um Governador, quando a Bahia vende a imagem fora do Brasil é da baiana de acarajé, é do capoeirista, é do cantor e do compositor de axé, mas na hora de repartir o bolo, a fatia vem menor. Acho que a gente tem que traçar outras estratégias para essa situação mudar", iniciou.

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"Eu não posso permitir que o Cortejo Afro ganhe R$ 60 mil ou R$ 90 mil e venha uma pessoa que não é do seguimento com R$ 1 milhão, R$ 900 mil. Gente, nós temos que valorizar a prata da casa, a nossa terra. Tudo saiu daqui e tudo sai daqui", destacou.

Chase também refletiu sobre a falta de incentivo para artistas locais durante grandes festividades, principalmente no Carnaval, em que cantores de fora, às vezes, são mais prestigiados financeiramente do que os músicos baianos que alimentam o Axé Music.

"Isso é uma questão muito delicada, eu acredito que a gente tem que continuar insistindo para que sejamos valorizados. Eu estive em uma roda com empresário em São Paulo e eu contava de onde nasce esse Carnaval da Bahia e eles me perguntavam o que que determinado cantor estava fazendo aqui. O que que Wesley Safadão está fazendo aqui?", começou.

"Não quero proibir que alguém entre na Bahia, até porque tem milhares e milhares de fãs. Agora, pessoas que vêm de fora, de outros estados para Carnaval aqui, é para ouvir os nossos artistas. A gente tem um repertório riquíssimo, é um trabalho apreciado e admirado, mas na hora... Olha que já mudou um pouco, mas eu quero uma revolução", finalizou.

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